A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) deve definir, nesta terça-feira (26), em reunião deliberativa, o reajuste na tarifa de energia da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig). A proposta do relator, o diretor na reguladora Gentil Nogueira de Sá Júnior, é de aumento médio de 6,5% – acima da inflação acumulada nos últimos 12 meses, que foi de 4,39%. O reajuste proposto é de 5,2% para consumidores residenciais, e de 9,43% para consumidores de alta tensão. A nova tarifa entrará em vigor a partir do dia 28. Alexandre Ramos, presidente da Cemig, disse que o aumento médio de 6,5% é um dos mais baixos a serem aplicados pelas distribuidoras. O reajuste incide integralmente sobre a parcela A da tarifa, de custos não gerenciáveis pela empresa. Ramos disse que o reajuste acima da inflação deve-se aos custos relacionados a leilões. “A Cemig não tem o poder de atuação em relação a esse índice pré-estabelecido, mas nós iniciaremos uma série de ações no sentido de reduzir a tarifa de energia elétrica no Estado de Minas Gerais”, afirmou Ramos a jornalistas. O executivo disse não poder adiantar os detalhes, mas afirmou que a Cemig estuda todos os aspectos necessários mitigar o índice percentual de reajuste. Segundo Ramos, o governo de Minas Gerais avalia a possibilidade de reduzir a carga tributária sobre a conta de energia. Hoje, 35% da tarifa de energia referem-se a tributos, 37%, à transmissão de energia, e 28%, ao valor da energia em si. “Estamos estudando o que pode ser feito em relação à parte tributária e outros artifícios legais e infralegais que nós podemos, como grupo, aplicar para reduzir o impacto no valor a ser pago pelo consumidor final”, acrescentou.
Cemig diz que estuda medidas para reduzir impacto da alta na conta de luz para consumidores em MG
Proposta do relator na Aneel é de aumento médio de 6,5% – acima da inflação acumulada nos últimos 12 meses, que foi de 4,39%














