Inscreva-se na newsletter do GLOBO sobre Fórmula 1, enviada às segundas-feiras pós-GP Climão: George Russell e Kimi Antonelli em coletiva após lance polêmico na corrida sprint do Canadá — Foto: AFP RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 26/05/2026 - 09:45 Tensão na Mercedes: Antonelli supera Russell e lidera no Canadá No GP do Canadá, a rivalidade entre Kimi Antonelli e George Russell aqueceu na Mercedes, lembrando antigas tensões na Fórmula 1, como a de Hamilton e Rosberg. Antonelli, fenômeno de 19 anos, venceu a corrida após disputa acirrada, ampliando sua liderança no campeonato. A Mercedes vive um clima tenso com a rápida ascensão de Kimi, enquanto Hamilton aproveita para brilhar pela Ferrari. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Este texto é da newsletter Bandeirada, enviada toda segunda-feira após os GPs de Fórmula 1, com análise da corrida e do campeonato por Felipe Siqueira. Quer ler a Bandeirada antes da publicação on-line, direto no seu e-mail? Clique aqui para se inscrever. Bastaram apenas cinco etapas este ano para Kimi Antonelli e George Russell se estranharem nas pistas. No GP do Canadá deste fim de semana, os companheiros de Mercedes protagonizaram a disputa mais quente até aqui nesta temporada de domínio da equipe. No começo da corrida sprint, no sábado, chegaram a se tocar, em lance no qual o inglês não deu espaço para o italiano e rumou para a vitória. Kimi ficou tão p*** (com razão) que chegou até a ser malcriado com o engenheiro no rádio, forçando Toto Wolff a entrar em ação para pedir foco. Ainda de cabeça quente, se precipitou em tentativas de ultrapassagem sobre Russell e Norris e acabou em terceiro. Na corrida de domingo, o fenômeno de 19 anos seguiu com sangue nos olhos. Mas trocou a precipitação por uma exibição arrojada digna de quem tem espírito de campeão. Simplesmente INFERNIZOU a vida de Russell em um emocionante troca-troca na liderança até o inglês abandonar com problemas no carro na 30ª volta (azaraaaado), e venceu sua quarta corrida consecutiva, disparando na liderança do campeonato (131 x 88). A disputa já começa a azedar a relação interna na Mercedes. Russell e Kimi se deram muito bem no ano passado, na primeira temporada como companheiros. Até porque os dois estavam longe da disputa pelo título. Depois de conseguir fazer frente a um heptacampeão nos anos anteriores, Russell não teve problemas para superar a "jovem-promessa-promovida-precocemente" em razão da então surpreendente ida de Lewis Hamilton para a Ferrari. Tudo sob controle. Kimi Antonelli é erguido por Lewis Hamilton e Max Verstappen em pódio do GP do Canadá — Foto: F1 Mas a evolução relâmpago de Kimi (desde que foi flagrado lendo a biografia de Ayrton Senna ao lado do túmulo do tricampeão em São Paulo, no ano passado, coincidência? 😅) acabou com a paz no reino prateado. E a tendência é que piore. Hamilton e Rosberg ex-amigos de infância Na F1, é difícil manter uma boa relação quando se tem um título mundial em disputa. O caso recente mais marcante é o de Hamilton e Nico Rosberg também na Mercedes. Os dois eram amigos de infância. Cresceram juntos no kart. Em 2014, tive a oportunidade de entrevistá-los na abertura da temporada, em Melbourne, quando a Mercedes já mostrava nos testes que seria dominante. Perguntei justamente se eventual disputa pelo título poderia abalar a amizade (procurem “rosberg hamilton amizade melbourne” no Google aí que vocês acham a matéria). Garantiram que não. Já haviam disputado título no kart e ficaram de boa... Mas o resto é história. Dali em diante, se estranharam, bateram na pista, trocaram farpas e a amizade nunca mais foi a mesma. Nico Rosberg e Lewis Hamilton no pódio do GP do Brasil de 2016 — Foto: Marcos Alves Depois da aposentadoria de Rosberg, Hamilton teve Valtteri Bottas como companheiro. O inglês, aliás, adorava o finlandês, que não representava ameaça alguma. O melhor amigo de Senna na Fórmula 1 Os jornalistas que acompanharam a F1 na época de Senna lembram que o melhor amigo do brasileiro na F1 era Gerhard Berger. Os dois foram companheiros de McLaren entre 1990 e 1992. O austríaco era brincalhão, gente boa, carismático. Mas, acima de tudo, nunca chegou perto de desafiar a soberania de Senna na equipe. Isso certamente ajudou. Senna e Prost, por exemplo, só conseguiram ter uma relação mais próxima quando o francês se aposentou no fim de 1993. Se houvesse uma amizade em 1988, não teria durado duas corridas. 🏁 BANDEIRADAS FINAIS 🏁 🟩 Bandeira verde Menção honrosa para as atuações de Hamilton e Franco Colapinto em Montreal. O inglês se aproveitou do abandono de Russell para terminar em segundo, seu melhor resultado pela Ferrari, com direito a grande ultrapassagem sobre Max Verstappen. Já o argentino terminou em sexto, sua melhor posição na F1, atrás apenas de Antonelli, das duas Ferraris e das duas Red Bulls. 🟥 Bandeira vermelha McLaren e Audi leram mal a previsão climática para a corrida, apostaram nos pneus intermediários para a largada e jogaram fora a chance de bons resultados, principalmente a equipe inglesa, que mostrou ritmo forte na sprint com Norris, em segundo. Piastri até admitiu arrependimento na volta de formação, mas não teve convicção suficiente para trocar antes da largada. Resultado: ambos tiveram que ir para os boxes nas primeiras voltas, retornaram no bolo e se complicaram. Piastri deu um pancadão em Albon, foi punido e ficou fora dos pontos, e Lando abandonou com problemas. Gabriel Bortoleto e Nico Hulkenberg também pararam cedo, ficaram para trás e terminaram fora da zona de pontuação. 🟨 Bandeira amarela Era tradição. Praticamente todo ano, o GP de Mônaco da F1 coincidia com as 500 Milhas de Indianápolis. A corrida de Monte Carlo era disputada no último domingo de maio, enquanto a Indy 500 acontecia no domingo anterior ao "Memorial Day" nos EUA, última segunda-feira de maio. O fã de automobilismo assistia à corrida da F1 pela manhã, depois curtia a tradicional prova americana à tarde. Este ano, porém, a F1 passou Mônaco para junho e colocou o GP do Canadá no fim de maio. O problema acabou sendo o horário. As corridas se encavalaram. Quem estava assistindo o início da prova em Montreal perdeu simplesmente a chegada mais apertada da história das 500 Milhas: o sueco Felix Rosenqvist cruzou os tradicionais tijolos de Indianápolis apenas 23 milésimos à frente do americano David Malukas. Procure aí o vídeo. Coisa de maluco!
Bandeirada #5 - GP do Canadá: acabou o amor na Mercedes... Nenhuma amizade resiste a uma disputa de título na Fórmula 1
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