PUBLICIDADE Inscreva-se na newsletter do GLOBO sobre Fórmula 1, enviada às segundas-feiras pós-GP 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Charles Leclerc no GP da Áustria — Foto: Andrej ISAKOVIC / AFP RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 28/06/2026 - 23:55 George Russell Vence GP da Áustria; Leclerc Enfrenta Desafios na Ferrari George Russell venceu o GP da Áustria, encerrando jejum de seis corridas sem vitória e reafirmando sua disputa pelo título. No entanto, o destaque foi Charles Leclerc, oitavo colocado, enfrentando dificuldades após uma série de azares e decisões polêmicas durante a corrida. Apesar de ser um dos maiores talentos da F1, Leclerc ainda não encontrou o equilíbrio na Ferrari e está distante da briga pelo título, destacando a importância de estar na equipe certa no momento certo. A temporada continua desafiadora para ele e para equipes como Aston Martin e Cadillac, que enfrentam dificuldades significativas. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Este texto é da newsletter Bandeirada, enviada toda segunda-feira após os GPs de Fórmula 1, com análise da corrida e do campeonato por Felipe Siqueira. Quer ler a Bandeirada antes da publicação on-line, direto no seu e-mail? Clique aqui para se inscrever. Ao vencer o GP da Áustria, George Russell finalmente encerrou um jejum de vitórias, que já durava seis corridas, e sinalizou ao companheiro de Mercedes, Kimi Antonelli, que ainda está vivo na briga pelo título. Max Verstappen colocou sua Red Bull entre os carros da equipe alemã e mostrou por que já tem quatro títulos na conta. O trio formou o pódio. Mas hoje quero falar do oitavo colocado: Charles Leclerc. Depois de bater em Mônaco e quebrar na Espanha, o monegasco da Ferrari parecia que teria um fim de semana mais promissor na Áustria. Quase fez a pole position em razão da batida de Verstappen na classificação, mas deu azar até na sorte, ao vê-la escapar após Russell anotar o melhor tempo mesmo tirando o pé em bandeira amarela, em manobra e decisão da direção de prova que geraram polêmica. Em segundo no grid, saiu da briga pela vitória logo nas primeiras curvas ao ser superado pelo companheiro Lewis Hamilton. Depois, só aparecia na transmissão sendo ultrapassado. Verstappen, Piastri, Norris, Hadjar… Ninguém tomava conhecimento de Leclerc. Uma exibição melancólica para um dos maiores talentos do grid atual. O monegasco ainda não encontrou o equilíbrio ideal da Ferrari no atual regulamento. Por outro lado, viu Hamilton sair na frente na temporada e vencer na Espanha. A quase cem pontos do líder Antonelli, mostra-se já fora da briga pela taça, mesmo em uma eventual evolução da equipe na temporada. Leclerc é uma joia da academia de pilotos da Ferrari. Aposta da tradicionalíssima escuderia para uma fase vitoriosa. Daqueles pilotos que começam com selo de “potenciais futuros campeões”. Talento sempre mostrou. Foi campeão da GP3 e da Fórmula 2. Enfileirou pole positions em seus primeiros anos de F1. Mas nunca disputou efetivamente o título — muito pela incapacidade da equipe de entregar um bom carro também. Ele ainda é jovem. Tem 28 anos. Mas a F1 é ingrata. Não basta ter talento. Tem que estar também na equipe certa, na hora certa. E com o companheiro certo. Neste caso, diga-se, viu a Ferrari trazer o heptacampeão mundial Lewis Hamilton no ano passado. Sinal de que a escuderia já não apostava todas as fichas apenas nele. Mesmo assim, Leclerc renovou por múltiplos anos. Há um quê de romantismo em sua identificação com a equipe italiana. E, claro, muitas cifras envolvidas também. Mas as temporadas vão passando. O desgaste pela sequência de insucessos vai batendo. Será que Leclerc conseguirá ser campeão na F1 (Ironicamente, me vejo escrevendo este texto em um arquivo “Documento sem título”)? O que parecia uma certeza no início de sua carreira já começa a se tornar dúvida. E, se for, será vestindo vermelho? Nem todos os casamentos são felizes para sempre. 🏁 BANDEIRADAS FINAIS 🏁 🟩 Bandeira verde Boas corridas. Belas disputas no GP da Áustria, com destaque para o duelo no limite entre os multicampeões Max Verstappen e Lewis Hamilton, concluído com bela ultrapassagem do holandês. Após os ajustes nas regras de distribuição de energia, as corridas têm sido melhores, com disputas menos artificiais. Além disso, as equipes vão se adaptando ao regulamento no decorrer da temporada. Os carros da Mercedes, por exemplo, não estão mais sendo engolidos pelas Ferraris nas largadas. 🟨 Bandeira amarela Hora de manter a calma. Depois de enfileirar cinco vitórias seguidas, Antonelli vem convivendo com os primeiros dessabores na temporada. Primeiro, quebrou na Espanha. Neste domingo, viu o companheiro superá-lo com autoridade. O jovem de 19 anos mostrou afobação na primeira volta, na qual saiu da pista três vezes — uma delas sem culpa. Depois, se concentrou e mostrou o já conhecido ímpeto ao atacar Verstappen no fim. Kimi ainda tem grande margem na liderança do campeonato e precisará manter a calma para administrar a vantagem, apesar da pouca experiência. 🟥 Bandeira vermelha Decepção. Seguem melancólicas as temporadas de Aston Martin e Cadillac. Os carros de Pérez e Bottas não resistiram a meia dúzia de voltas na tarde quente da Áustria. Já Stroll abandonou novamente, e Alonso levou três voltas do líder. Ao menos a Cadillac tem a desculpa de ser uma equipe novata. A Aston, uma das equipes que mais gastam no grid, precisa mostrar serviço. Mas, definitivamente, não será este ano.