Grupo atacou unidade médica na província de Ituri para retirar corpo de líder religioso morto pelo vírus; soldados dispersaram multidão com tiros de advertência Profissionais de saúde usando equipamentos de proteção individual (EPI) enterram um paciente morto no hospital de Rwampara em 21 de maio de 2026. — Foto: SEROS MUYISA / AFP RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 25/05/2026 - 12:02 Moradores de Ituri invadem hospital por corpo de líder morto por ebola Na República Democrática do Congo, moradores de Ituri invadiram um hospital exigindo o corpo de um líder religioso morto por ebola. O surto atual, iniciado em Mongbwalu, já vitimou mais de 200 pessoas. Soldados dispersaram a multidão com tiros de advertência. O ebola, sem vacina ou tratamento eficaz para a cepa Bundibugyo, preocupa devido a práticas funerárias locais que facilitam a transmissão. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Habitantes da província de Ituri, na República Democrática do Congo, onde fica o epicentro do surto de ebola, invadiram um hospital exigindo o corpo de um líder religioso que morreu em decorrência do vírus, informaram autoridades nesta segunda-feira. Em Mongbwalu, uma grande cidade da província de Ituri, no nordeste do país, foi identificado pela primeira vez o atual surto da febre hemorrágica viral, em 15 de maio. Desde então, o vírus matou mais de 200 pessoas no país. Na noite de domingo, “um grupo de jovens atacou o hospital em quatro ocasiões”, declarou à AFP um funcionário da unidade médica. — Eles queriam recuperar o corpo de um sacerdote católico que havia morrido de ebola — explicou o funcionário, que pediu anonimato. Segundo ele, a vítima era “muito conhecida, um líder religioso de Mongbwalu”, cidade com cerca de 130 mil habitantes. Soldados intervieram para dispersar a multidão com tiros de advertência, acrescentou a fonte. Ebola se torna emergência de saúde internacional; Veja fotos 1 de 11 O centro de tratamento de Ebola, em Goma, estava abandonado desde o fim do surto de 2019. Trabalhadores restauram o espaço — Foto: Jospin Mwisha / AFP 2 de 11 Uma funcionária verifica a temperatura de uma antes de permitir seu acesso ao hospital em Goma — Foto: Jospin Mwisha / AFP X de 11 Publicidade 11 fotos 3 de 11 Um profissional de saúde monitora os visitantes que chegam ao Laboratório Rodolphe Mérieux, do Instituto Nacional de Pesquisa Biomédica, em Goma — Foto: Jospin Mwisha / AFP 4 de 11 Cartaz com os números de contato de emergência para o Ebola fixado em uma tenda na passagem de fronteira de Busunga — Foto: Badru Katumba / AFP X de 11 Publicidade 5 de 11 Um soldado no antigo centro de tratamento de Ebola, em Goma, que estava abandonado desde o fim do surto em 2019 — Foto: Jospin Mwisha / AFP 6 de 11 Um agente sanitário higieniza as mãos de um motociclista pela fronteira entre Uganda e a República Democrática do Congo — Foto: Badru Katumba / AFP X de 11 Publicidade 7 de 11 Um visitante tem sua temperatura verificada antes de entrar no Hospital Kyeshero — Foto: Jospin Mwisha / AFP 8 de 11 Homem se prepara para entrar no Hospital Kyeshero, em um posto de controle para lavagem das mãos e aferição de temperatura para todos os visitantes — Foto: Jospin Mwisha / AFP X de 11 Publicidade 9 de 11 Um profissional de saúde monitora os visitantes que chegam ao Laboratório Rodolphe Mérieux, do Instituto Nacional de Pesquisa Biomédica, em Goma — Foto: Jospin Mwisha / AFP 10 de 11 Um agente de saúde fronteiriço na passagem entre Uganda e a República Democrática do Congo, verifica a temperatura de um viajante — Foto: Badru KATUMBA / AFP X de 11 Publicidade 11 de 11 Um visitante tem sua temperatura verificada antes de entrar no Hospital Kyeshero — Foto: John WESSELS / AFP Surto da doença na África leva OMS a acionar nível máximo de emergência sanitária internacional O ebola é uma doença viral letal transmitida por contato direto com fluidos corporais. A infecção pode provocar hemorragias graves e falência múltipla de órgãos. Não existe vacina nem tratamento para a cepa Bundibugyo, responsável pelo atual surto, o 17º registrado no vasto país africano, que tem mais de 100 milhões de habitantes. As tentativas de conter a disseminação dependem principalmente de medidas de precaução e do rápido rastreamento de contatos. Nas áreas rurais da RDC, porém, “os familiares se lançam sobre os corpos, tocam os cadáveres e as roupas dos mortos enquanto organizam rituais funerários que reúnem muitas pessoas”, explicou na semana passada à AFP Jean Marie Ezadri, líder da sociedade civil em Ituri. O centro médico de Mongbwalu não foi o primeiro da província a ser atacado. Na quinta-feira, várias pessoas incendiaram tendas usadas para isolar pacientes com ebola no hospital de Rwampara, depois que familiares de uma vítima foram impedidos de levar o corpo para o enterro devido ao risco de contágio.
Em meio a surto, moradores da República Democrática do Congo invadem hospital para levar corpo de vítima de ebola
Grupo atacou unidade médica na província de Ituri para retirar corpo de líder religioso morto pelo vírus; soldados dispersaram multidão com tiros de advertência













