Desde o início do século que não havia tão poucos militares e civis envolvidos em missões de manutenção de paz ao redor do mundo, de acordo com um estudo do Instituto Internacional para a Investigação de Paz de Estocolmo (SIPRI, na sigla inglesa). A redução do número de operações deste género está ligada ao enfraquecimento das Nações Unidas e é um factor de preocupação, sobretudo numa altura de desordem crescente na arena internacional.No final do ano passado, estavam activas 58 operações de paz multinacionais espalhadas por 34 países, que envolviam 78633 militares, de acordo com o estudo divulgado nesta segunda-feira. Isto representa uma queda sem precedentes de 17% em relação ao ano anterior no que respeita ao número de operacionais envolvidos neste tipo de missão, e é o número mais baixo desde o ano 2000.“Se as coisas continuarem assim podemos assistir a um enfraquecimento dramático da gestão multilateral de conflitos e a um desprezo quase total por instituições como as Nações Unidas devido a uma tempestade perfeita de factores de financiamento, políticos e geopolíticos”, afirma o director do Programa de Operações de Paz e Gestão de Conflitos do SIPRI, Jaïr van der Lijn, que é também um dos autores do estudo.