PUBLICIDADE Whirlpool vai transferir fabricação de lavadoras de abertura frontal da Argentina para o interior de São Paulo Fábrica da Whirpool, dona de Consul e Brastemp, em Rio Claro, interior de São Paulo — Foto: Divulgação RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 25/05/2026 - 11:54 Whirlpool Investe R$ 300 Milhões para Produzir Lavadoras no Brasil A Whirlpool, controladora das marcas Consul e Brastemp, nacionalizará a produção de máquinas de lavar "front-load" no Brasil, transferindo a fabricação da Argentina para São Paulo. Com um investimento de R$ 300 milhões, visa aumentar eficiência e competitividade, além de expandir a produção para atender melhor o mercado sul-americano. A mudança reflete a busca por otimização de custos e adaptação ao mercado brasileiro, onde a demanda por soluções compactas cresce devido à redução dos tamanhos dos imóveis. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO A Whirlpool, dona da Consul e da Brastemp, vai nacionalizar a produção das máquinas de lavar "front-load", de abertura frontal, antes importadas da Argentina. Com a mudança, fruto de um investimento de R$ 300 milhões, as marcas líderes de mercado passam a ter 100% da oferta de lavadoras de roupa destinadas ao mercado brasileiro e de países da América do Sul fabricada no Brasil. Saúde mental terá de ser monitorada por empresas a partir desta terça; entenda a nova NR-1Menos poliéster, mais ‘algodão peruano’: tecidos nobres e roupas mais duráveis ganham espaço nas lojas A estratégia da companhia, anunciada nesta segunda-feira, começa em setembro, com a transferência da produção de lavadoras e aparelhos lava e seca da cidade de Pilar, na Região Metropolitana de Buenos Aires, para Rio Claro, no interior de São Paulo. Segundo o grupo, a decisão decorre de uma busca por mais eficiência e produtividade. Na fábrica argentina, eram cerca de 200 funcionários numa única linha de produção de aparelhos de abertura frontal, contra quase 4 mil empregados na unidade paulista, que produz todos os demais modelos das marcas. Outros 400 profissionais adicionais devem ser contratados. Além disso, a fábrica de Rio Claro é onde fica localizado o centro de pesquisa para lavadoras do grupo, onde cerca de 100 engenheiros trabalham no desenvolvimento de tecnologia para esses aparelhos. Para receber a produção, a fábrica paulista passou por obras de expansão. — Enxergamos que existe uma oportunidade de otimização de custo fixo, o que pode nos ajudar a ganhar produtividade e competitividade num mercado que cresce entre 3% a 4% ao ano — destaca o engenheiro Vinicius Tokuda, vice-presidente de Cadeia de Suprimentos, SMS (Segurança, Meio Ambiente e Saúde) e Qualidade da Whirlpool. O executivo destaca que, no portfólio da Whirlpool, o modelo tradicional, de abertura superior, representa 95% da demanda brasileira. Com a nacionalização da produção das de abertura frontal, e a consequente redução de custos, a expectativa da empresa é aumentar a fatia desses produtos, alcançando até 10%. Os ganhos de eficiência e redução de custos com a nacionalização da produção, porém, não devem se traduzir em redução de preços dessas lavadoras no mercado nacional: — (As lavadoras de abertura frontal) giram entre R$ 2,5 mil e R$ 3 mil. Acreditamos que esse movimento vai nos ajudar a estar muito bem posicionados nessa fatia do mercado, atuando dentro dessa faixa. Também pesou na mudança de estratégia da Whirlpool, segundo Tokuda, a política comercial da Argentina: — Nos pressionou bastante contra outros concorrentes, principalmente asiáticos, já que lá o mercado é totalmente aberto. — Ainda tem um espaço de crescimento para essas máquinas. Enxergamos cada vez mais é a redução do espaço da lavanderia, o que, potencialmente, leva produtos "combo", como a lava e seca, a ocupar um espaço maior no mercado — observa o engenheiro.
Dona de Consul e Brastemp investe R$ 300 mi e nacionaliza 100% da produção de máquinas de lavar
Whirlpool vai transferir fabricação de lavadoras de abertura frontal da Argentina para o interior de São Paulo











