Austin Cowan esperava um ano tranquilo. O headhunter, que ajuda empresas da Fortune 100 a encontrar e atrair executivos de cibersegurança, sabia que os mercados estavam instáveis e que os chefões corporativos estavam ponderando como a inteligência artificial poderia transformar seus negócios.
Mas a Heidrick & Struggles, a firma de recrutamento executivo de alto padrão onde Cowan trabalha, foi inundada nos últimos meses com pedidos para encontrar executivos com experiência em responder a violações de segurança e proteger dados, além do conhecimento técnico para revisar código.
"Vagas que normalmente surgem a cada 12 meses, estamos vendo essas vagas aparecerem toda semana", disse Cowan. "Acho que é impulsionado pelo medo e pela incerteza nessa corrida armamentista da IA."
À medida que a IA transforma empregos —particularmente no Vale do Silício— os riscos e armadilhas associados à tecnologia ajudaram a alimentar uma nova onda de contratações de especialistas em cibersegurança.
A demanda é tão intensa que algumas firmas de recrutamento disseram que estão recusando clientes, em parte porque há poucos candidatos qualificados disponíveis. As vagas de emprego em cibersegurança no primeiro trimestre aumentaram 11% em relação ao ano anterior, segundo o Glassdoor, uma plataforma de busca de emprego.















