O diretor-presidente da OpenAI, Sam Altman, disse nesta terça-feira (26) que o rápido desenvolvimento e adoção da IA não levarão a um “apocalipse dos empregos” global e que a tecnologia não eliminou tantos vagas corporativas quanto ele havia temido. Falando em uma conferência do Commonwealth Bank of Australia (CBA), em Sydney, Altman afirmou que inicialmente estava preocupado com o impacto que a IA teria nos níveis globais de emprego. Ele disse que ele e seus executivos estavam “mais ou menos certos” sobre as previsões tecnológicas feitas pela OpenAI quando lançou o ChatGPT em 2022. Mas afirmou que estavam “bastante errados” sobre as implicações sociais e econômicas. “Estou feliz por estar errado nisso. Achei que já teria havido um impacto maior na eliminação de empregos de entrada em escritórios do que realmente aconteceu”, disse Altman ao seu par no CBA, Matt Comyn, em entrevista. “Agora acho que entendo melhor por que isso não aconteceu e, obviamente, sou grato, mas essa é uma área em que minhas intuições estavam simplesmente erradas. “As pessoas dizem: ‘ah, você poderia ter poupado o mundo de muito alarmismo e pessimismo’, mas, na época, eu pensava: ‘vejo que esse é um risco real e provavelmente deveríamos falar sobre isso’. E isso ainda pode acontecer.” Altman não citou números de empregos nesta terça-feira, mas já falou anteriormente sobre possíveis cortes de empregos em toda a indústria devido ao avanço da IA. Um número crescente de empresas globais, incluindo HSBC, Amazon, Standard Chartered e CBA, anunciou que alguns empregos em suas companhias estavam sendo substituídos por IA. A OpenAI está se preparando para protocolar um pedido de oferta pública inicial de ações nos Estados Unidos nas próximas semanas, informou a Reuters na semana passada, citando uma fonte familiarizada com o assunto. A empresa pode estar mirando uma avaliação de US$ 1 trilhão e buscando levantar pelo menos US$ 60 bilhões, informou a Reuters em outubro. Altman disse ter percebido que, embora a IA esteja assumindo um papel cada vez mais ativo em muitos setores e empregos, ainda existe uma “parte humana” do trabalho que não pode ser substituída. Ele afirmou que vinha usando IA para responder mensagens no Slack e e-mails, mas voltou a responder algumas delas pessoalmente. “Eu fazia com que ela respondesse mensagens dizendo: ‘esta é a IA do Sam’, e isso foi um exemplo incrível para mim de como realmente nos importamos com as pessoas”, disse. “Nós realmente nos importamos com nossas interações com as pessoas, e isso, que ocupa uma enorme parte do meu tempo, não é algo que eu consiga me imaginar terceirizando para uma IA tão cedo.” Essa percepção, segundo ele, o levou a acreditar que a interação humana exigida em muitos empregos não será substituída pela IA. “Isso realmente me levou, tanto de forma positiva quanto negativa, a pensar que o cenário dos empregos provavelmente será muito diferente do que imaginávamos”, afirmou. “Não acho que teremos o tipo de apocalipse dos empregos que algumas empresas do nosso setor defendem ou mencionam.” Diretor-presidente da OpenAI, Sam Altman — Foto: AP Photo/Jon Gambrell
Altman, da OpenAI, diz que IA dificilmente levará a ‘apocalipse de empregos’
Altman, da OpenAI, diz que IA dificilmente levará a ‘apocalipse de empregos’










