Partido Republicano do Povo (CHP), principal legenda a desafiar governo, passa por disputa pela liderança e assédio judicial A polícia de choque turca bloqueia a marcha de apoiadores do Partido Republicano do Povo (CHP) até a sede do partido em Ancara — Foto: Adem Altan/AFP RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 24/05/2026 - 21:41 Polícia Turca Invade Sede do CHP, Aumentando Tensão Política A polícia de choque turca invadiu a sede do Partido Republicano do Povo (CHP), maior oposição a Erdogan, em meio a uma disputa de liderança interna, após um tribunal destituir Özgür Özel. A ação, que incluiu uso de gás lacrimogêneo, é vista como parte de um padrão de repressão do governo Erdogan. A ONG Human Rights Watch criticou a medida como prejudicial à democracia e aos direitos humanos na Turquia. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Centenas de agentes da polícia de choque da Turquia dispararam gás lacrimogêneo e forçaram a entrada, neste domingo, na sede do Partido Republicano do Povo (CHP), principal legenda a fazer oposição ao presidente Recep Tayyip Erdogan. A legenda, alvo de uma repressão coordenada pelo atual mandatário, é alvo de uma disputa interna por sua liderança. Membros do partido montaram barricadas para bloquear as entradas do prédio, desafiando a tropa de choque, dando início a um confronto dramático — o episódio mais recente de truculência contra a sigla por autoridades subordinadas ao governo Erdogan. O envio de tropas, porém, não partiu diretamente do presidente turco. Polícia de choque da Turquia invade sede do principal partido de oposição Um tribunal de apelações turco decidiu na quinta-feira pela destituição do líder do partido, Özgür Özel, que venceu eleições internas do partido em 2023. A decisão judicial anulou a votação, estabelecendo como líder interino Kemal Kilicdaroglu, ex-presidente da sigla, atualmente com 77 anos, que perdeu as eleições passadas para Erdogan e não dispõe de popularidade alta entre os eleitores. A imprensa turca noticiou que representantes de Kilicdaroglu solicitaram à polícia que realizasse os "procedimentos necessários" para entregar a sede do partido à nova liderança. O governo de Ancara instruiu a polícia a "cumprir a decisão judicial". Özel, por sua vez, condenou a ação policial e culpou Erdogan por perseguir o partido. — Eles [policiais] invadiram nossa sede, usaram gás lacrimogêneo, nos espancaram com cassetetes, vandalizaram o prédio do partido e nos expulsaram — disse a liderança de facto da sigla na noite de domingo, acrescentando que Erdogan havia "perdido o juízo" e que o ataque fazia parte de manobras "para vencer as próximas eleições", previstas para 2028. A polícia de choque turca bloqueia a marcha de apoiadores do Partido Republicano do Povo (CHP) até a sede do partido em Ancara — Foto: Adem Altan/AFP Özel não é o único líder do CHP a denunciar o presidente e homem forte da Turquia de perseguição. No ano passado, o prefeito de Istambul e principal rival de Erdogan, Ekrem Imamoglu, foi preso sob acusações de corrupção, em denúncias de classificou como politicamente motivadas. Inicialmente, Imamoglu era o nome projetado pelo partido para disputar as eleições em 2028. — Assim como ele [Erdogan] prendeu o candidato presidencial que poderia derrotá-lo, agora fechou oficialmente o partido político que poderia vencê-lo — disse Özel à AFP. Özgur Özel, líder do CHP, em cima de caminhão durante marcha até Parlamento da Turquia — Foto: Partido Republicano do Povo/AFP Expulso do prédio do partido, a liderança opositora caminhou vários quilômetros sob chuva em direção ao Parlamento, cercado por apoiadores. Ele declarou que o partido e a militância não ficariam inertes à ofensiva institucional. — O Partido Republicano do Povo estará de agora em diante nas ruas ou nas praças — afirmou ao ser forçado a deixar o edifício, acrescentando posteriormente à AFP. — A Turquia deixou de ser uma república democrática moderna e se transformou em um regime autoritário. A ONG internacional Human Rights Watch alertou no sábado que o governo Erdogan estava minando a democracia turca com "táticas abusivas" contra o CHP. A organização classificou a decisão judicial como "o mais recente golpe profundamente prejudicial ao Estado de direito, à democracia e aos direitos humanos" na Turquia. (Com AFP)
Polícia de choque da Turquia invade sede do principal partido de oposição a Erdogan; veja vídeo
Partido Republicano do Povo (CHP), principal legenda a desafiar governo, passa por disputa pela liderança e assédio judicial












