A ativista brasileira Beatriz Moreira, 23, que integrava a flotilha de ajuda humanitária à Faixa de Gaza, diz ter sido agredida por soldados israelenses durante a prisão. Membro do Movimento dos Atingidos por Barragens no Brasil, ela estava em barco que foi interceptado na segunda-feira (18).
Ela e mais de 400 integrantes da flotilha foram presos por Israel em águas internacionais e deportados para a Turquia. No grupo, estão outros três brasileiros —todos desembarcaram em Istambul na quinta-feira (21).
Beatriz é natural de Belém (PA). Educadora, foi uma das lideranças que atuaram na Cúpula dos Povos, evento de movimentos sociais durante a COP30, conferência do clima da ONU realizada na capital paraense em novembro do ano passado.
Segundo o Movimento dos Atingidos por Barragens, o médico Cássio Pelegrini, brasileiro que também estava na flotilha, precisou ser internado em um hospital em Istambul por ferimentos causados por tortura.
Integram ainda o grupo de brasileiros Ariadne Teles, advogada de direitos humanos e coordenadora da Global Sumud Brasil (organização que coordena a flotilha), e Thainara Rogério, desenvolvedora de software. A previsão é que eles retornem ao Brasil na terça-feira (26).












