Após vários dias de prisão, o governo de Israel deportou neste domingo (10) os ativistas brasileiro Thiago Ávila e palestino-espanhol Saif Abu Keshek. Eles faziam parte de uma flotilha que tentava chegar à Faixa de Gaza e foram capturados por forças israelenses no final de abril.
A decisão foi anunciada primeiro pelo Ministério das Relações Exteriores de Israel. Em nota divulgada nas redes sociais, a pasta escreveu que os dois integraram uma "flotilha de provocação". Acrescentou ainda que as autoridades concluíram a investigação sobre o caso e que não vão permitir qualquer violação do bloqueio imposto ao território palestino.
Também nas redes sociais, a equipe de Ávila informou que os dois ativistas chegaram a Atenas, na Grécia. O brasileiro deveria desembarcar no Cairo, no Egito. De lá, seguirá viagem de volta ao Brasil, com chegada prevista para esta segunda-feira (11).
Grupos de direitos humanos e autoridades de vários países disseram que a detenção foi ilegal e ocorreu em águas internacionais, "fora de qualquer jurisdição". Já a ONU (Organização das Nações Unidas) havia exigido a "libertação imediata" dos ativistas. Apesar da pressão internacional, um tribunal israelense rejeitou na última quarta (6) um recurso contra a prisão.











