O Irã discute uma parceria com Omã —um aliado dos Estados Unidos— sobre um sistema que cobraria taxas das embarcações que passam pelo estreito de Hormuz, ignorando os alertas feitos pelo governo de Donald Trump contra exigências de pagamento para atravessar a importante via marítima internacional.
Não está claro se algo concreto resultará das discussões. Mas as negociações parecem sinalizar que os EUA e o Irã não estão mais perto de encerrar uma guerra que prejudica a economia global, apesar das repetidas afirmações no sentido contrário feitas por Trump. Pelo menos publicamente, nenhum dos lados demonstrou disposição para fazer concessões.
Após sofrer ataques de forças americanas e israelenses no final de fevereiro, o Irã praticamente paralisou o tráfego comercial no estreito, o que prejudicou o transporte marítimo internacional e aumentou os preços de energia. Com sua influência sobre a economia global estabelecida, autoridades iranianas começaram a discutir formas de manter o controle sobre a via marítima e de usá-la para gerar receita.
Na quarta-feira (20), em meio às discussões com Omã, a recém-criada Autoridade do Estreito do Golfo Pérsico do Irã publicou nas redes sociais que havia "definido os limites da área de supervisão de gestão do estreito de Hormuz" e que a passagem exigiria uma permissão. O golfo de Omã é adjacente ao estreito.













