David Solomon afirma que inteligência artificial deve automatizar parte das tarefas, mas avalia que tecnologia também criará novas funções e aumentará a produtividade David Solomon, CEO do Goldman Sachs — Foto: Bloomberg RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 22/05/2026 - 16:15 CEO do Goldman Sachs minimiza temores de desemprego pela IA David Solomon, CEO do Goldman Sachs, minimizou os temores de desemprego em massa devido à inteligência artificial, afirmando que a tecnologia automatizará tarefas, mas também criará novas funções e aumentará a produtividade. Embora reconheça desafios, Solomon acredita na adaptação econômica e no surgimento de oportunidades. Ele destaca a importância de colaboração entre governos e empresas para mitigar impactos negativos. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O presidente-executivo do Goldman Sachs, David Solomon, afirmou que os temores de que a inteligência artificial provoque desemprego em massa são “exagerados”. Em artigo publicado no The New York Times, o executivo defendeu que a economia dos Estados Unidos terá capacidade de se adaptar às mudanças provocadas pela tecnologia e criar novas oportunidades de trabalho. No texto, intitulado “Sou o CEO do Goldman Sachs. O apocalipse dos empregos causado pela IA é exagerado”, Solomon classificou a inteligência artificial como “um grande salto para a sociedade”, embora reconheça que a transformação tecnológica trará desafios ao mercado de trabalho. Segundo o executivo, uma análise do Goldman Sachs estima que a IA poderá automatizar 25% das horas de trabalho atuais nos próximos dez anos. Ele afirmou que profissões de escritório, especialmente nas áreas de contabilidade, bancos e direito, devem passar por forte automação de tarefas. Solomon, porém, argumenta que a tecnologia não deve tornar trabalhadores obsoletos. Para ele, a IA permitirá que profissionais se concentrem em atividades mais complexas, elevará os padrões de funções já existentes e abrirá espaço para novas vagas ligadas à gestão e supervisão das ferramentas de inteligência artificial. — Em 1930, John Maynard Keynes previu que, em 2030, as pessoas trabalhariam apenas 15 horas por semana. Embora essa visão ainda não tenha se concretizado, ela serve como lembrete de que os temores sobre um apocalipse dos empregos podem ignorar o potencial da IA para impulsionar uma retomada econômica e de produtividade — escreveu. O jogo dos seis erros da inteligência artificial 1 de 12 O que foi informado ao sistema: imagem hiper-realista retrata um homem tirando uma selfie com os amigos em um cinema lotado. As pessoas assistem a uma comédia e riem muito — Foto: Imagem gerada por Midjourney 2 de 12 No cinema. A figura que segura o celular tem as mãos deformadas — Foto: Imagem gerada por IA/Midjourney X de 12 Publicidade 12 fotos 3 de 12 Harmonia: Um maestro conduz uma orquestra, rege com energia, a câmera está de costas para o maestro, os músicos estão de frente para a câmera, ele toca a Nona Sinfonia de Beethoven - Foto: imagem gerada por IA/Midjourney 4 de 12 Regência. A imagem exibe mão direita do maestro com dedo alongado. E a batuta se assemelha a um arco de violino — Foto: Imagem gerada por IA/Midjourney X de 12 Publicidade 5 de 12 O que foi informado ao sistema de inteligência artificial: imagem exibe uma pessoa com os braços cruzados, não foi solicitado que aparecesse o rosto - foto: imagem criada por IA/Midjourney 6 de 12 Em excesso. Imagem gerada por inteligência artificial mostra uma pessoa com mais um braço — Foto: Imagem gerada por IA/Midjourney X de 12 Publicidade 7 de 12 Alegria: Uma criança sorri imensamente feliz e até grita de boca aberta de tanta felicidade quando recebe um presente. Esta imagem serve como uma prova do poder da felicidade — Foto: Imagem gerada por IA/Midjourney 8 de 12 Sorriso assustador. O dente da criança que recebe o presente se confunde com a gengiva — Foto: Imagem gerada por IA/Midjourney X de 12 Publicidade 9 de 12 Dueto inusitado: Produção exibe a cantora brasileira Anitta cantando com o líder do Coldplay, Crhis Martin, dançando e cantando no palco, com luz de neon — Foto: Imagem gerada por IA/Midjourney 10 de 12 Atenção ao vocalista. A mão direita do cantor Chris Martin aparece com seis dedos — Foto: Imagem gerada por IA/Midjourney X de 12 Publicidade 11 de 12 Apreciando a vista. Um grupo de capivaras com a cidade do Rio de Janeiro ao fundo, em um dia de garoa, imagem no estilo de publicações voltadas para a vida animal — Foto: Imagem gerada por IA/Midjourney 12 de 12 É esse animal mesmo? Capivara aparece de rabo e mais parece um rato — Foto: Imagem gerada por IA/Midjourney X de 12 Publicidade Os erros da IA O CEO do Goldman Sachs também defendeu uma atuação conjunta entre governos e empresas caso a tecnologia provoque cortes de empregos em larga escala. Opiniões divergentes As declarações de Solomon contrastam com avaliações mais pessimistas sobre os impactos da inteligência artificial no mercado de trabalho. O economista Daron Acemoglu, professor do Massachusetts Institute of Technology, já alertou para o risco de “automação excessiva”. Segundo Acemoglu, o uso da IA apenas para substituir trabalhadores, sem gerar novas funções, pode reduzir a participação da população no mercado de trabalho e ampliar empregos considerados repetitivos e pouco qualificados. O economista, porém, avalia que a tecnologia pode ter efeito positivo caso seja usada para complementar, e não substituir, a mão de obra humana. Estudo da McKinsey & Company citado pela reportagem aponta que 51% das organizações consultadas em 2025 afirmaram que a IA generativa reduziu a necessidade de cargos de entrada. Economistas do Goldman Sachs também identificaram que funções como operadores de telefonia, analistas de sinistros e cobradores estão entre as mais vulneráveis à substituição pela tecnologia. Já profissões como médicos, cirurgiões, administradores educacionais, gerentes de construção e executivos-chefes tendem a ser complementadas, e não eliminadas, pela inteligência artificial.
CEO do Goldman Sachs vê temor sobre perda de empregos para IA como 'exagero'
David Solomon afirma que inteligência artificial deve automatizar parte das tarefas, mas avalia que tecnologia também criará novas funções e aumentará a produtividade









