O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, aproveitou a reunião dos ministros dos Negócios Estrangeiros da NATO, que aconteceu esta sexta-feira, em Helsingborg, no Sul da Suécia, para deixar recados. Primeiro, quis descansar os aliados, dizendo que a retirada (e deslocalização) de tropas na Europa não responde a um desígnio “político, mas técnico”. Depois, para lhes dizer que Trump está “muito decepcionado” com a falta de apoio no Irão e que isso será discutido com maior afinco no Verão.O anúncio de quinta-feira, que dava conta da intenção dos EUA de enviar cinco mil militares para a Polónia (coincidentemente, o país europeu que mais gasta em defesa) causou algum espanto junto dos países aliados. Especialmente depois de, no início do mês, se ter anunciado a retirada de tropas norte-americanos da Alemanha, visto como uma espécie de retaliação pelos comentários do chanceler Friedrich Merz sobre o conflito com o Irão. “É surpreendente, sim”, admitia a ministra dos Negócios Estrangeiros sueca, Maria Malmen Stenergard, anfitriã da reunião, aos jornalistas na sexta-feira.Para Marco Rubio é uma questão que encara com uma certa naturalidade. “Os EUA têm compromissos globais e estão constantemente a reavaliar a presença de tropas”, afirmou, numa conferência de imprensa depois do encontro de aliados. “Todas foram feitas em coordenação”, reforça, que não constituem “uma decisão política”, nem “punitiva”, mas sim “técnica”. Ainda assim, alimentou a incerteza causada pela reorganização junto dos aliados: “Há um reconhecimento geral de que, num dado momento, vai haver menos tropas norte-americanas na Europa do que o que tem acontecido ao longo da História”, refere, sem falar sobre o tempo que isso poderá tomar.“Entendo que a NATO é valiosa para a Europa e deve sê-lo. Também tem de ser valiosa para os EUA. Estamos no processo de explicar o valor da NATO para os EUA e a nossa postura militar no âmbito dessa aliança, as nossas contribuições”, vincou.
Rubio avisa aliados: “A NATO é valiosa para a Europa, mas também tem de ser para os EUA”
Sobre as movimentações de tropas na Europa, Rubio alimentou a incerteza sentida pelos aliados: “Há um reconhecimento geral de que, num dado momento, vai haver menos tropas norte-americanas na Europa.”











