China chegou a advertir os Estados Unidos sobre 'qualquer forma de laços militares com a região' às vesperas da cúpula e movimento aumenta incerteza sobre apoio americano à ilha O presidente chinês Xi Jinping (à direita) gesticula durante um encontro com o presidente dos EUA Donald Trump (à esquerda) em uma visita ao Jardim Zhongnanhai, em Pequim, em 15 de maio de 2026 — Foto: EVAN VUCCI / POOL / AFP RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 22/05/2026 - 13:29 EUA suspendem venda de armas a Taiwan após visita de Trump à China Após a visita de Trump à China, a venda de armas dos EUA para Taiwan foi suspensa devido à guerra no Irã, segundo o secretário interino da Marinha dos EUA, Hung Cao. A pausa visa garantir munição para as Forças Armadas americanas. A China advertiu os EUA sobre laços militares com Taiwan, aumentando a incerteza sobre o apoio americano à ilha. Trump discutiu a questão com Xi Jinping, mas não assumiu compromissos claros. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O secretário interino da Marinha dos Estados Unidos afirmou na última quinta-feira que as vendas de armas para Taiwan foram colocadas em “pausa” para garantir que as Forças Armadas americanas tenham munição suficiente para a guerra no Irã. O anúncio ocorre após uma semana do retorno do presidente americano, Donald Trump, em viagem de dois dias à China. Washington reconhece oficialmente apenas Pequim, mas, segundo sua própria legislação, é obrigado a fornecer armas à ilha autônoma, diante de uma China que não descarta o uso da força no futuro para assumir o controle do território. Atualmente, está paralisada a compra de um pacote de armas americanas no valor de US$ 14 bilhões (cerca de R$ 70,5 bilhões). — Neste momento estamos fazendo uma pausa para garantir que temos as munições necessárias para a operação Fúria Épica [operação no Irã] — declarou o secretário interino da Marinha, Hung Cao, ao Congresso A porta-voz do Escritório Presidencial de Taiwan, Karen Kuo, afirmou nesta sexta-feira que não recebeu "nenhuma informação que indique que os EUA pretendam fazer quaisquer ajustes nesta venda de armas". O futuro da ilha foi um dos temas dominantes da recente visita de Trump a Pequim. Na ocasião, o presidente chinês, Xi Jinping, advertiu severamente que uma condução inadequada da questão poderia levar as duas potências a um “conflito”. Antes da viagem, o republicano afirmou que conversaria com Xi sobre a venda de armas para a ilha. Isso já representa uma mudança em relação à posição anterior de Washington, que não consultava Pequim sobre o tema. Até que às vésperas da cúpula, a China se manifestou contrariamente à venda de armas americanas a Taiwan. — Nós nos opomos firmemente ao envolvimento dos Estados Unidos em qualquer forma de laços militares com a região de Taiwan, pertencente à China, e nos opomos firmemente à venda de armas dos Estados Unidos para a região de Taiwan. Essa posição é consistente e inequívoca — disse Zhang Han, porta-voz do Gabinete de Assuntos de Taiwan em Pequim, antes da chegada de Trump. O Republicano chegou a afirmar que não assumiu compromissos sobre Taiwan durante o encontro com o presidente chinês, mas fez inúmeras declarações ao retornar do país asiático que põe em xeque o futuro da relação de Washington com Taipei. Ainda a bordo do Air Force One, no retorno da viagem, Trump afirmou que discutiu com Xi sobre Taiwan em “grandes detalhes” e que “tomaria uma decisão” sobre os pacotes de armas. (Com AFP)
Após visita de Trump à China, oficial da Marinha dos EUA diz que venda de armas para Taiwan está em ‘pausa’ devido à guerra no Irã
China chegou a advertir os Estados Unidos sobre 'qualquer forma de laços militares com a região' às vesperas da cúpula e movimento aumenta incerteza sobre apoio americano à ilha












