O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira (20) que conversará com o presidente de Taiwan, Lai Ching-te. “Vou falar com ele”, disse Trump a jornalistas. “Eu falo com todo mundo… Vamos trabalhar nisso, no problema de Taiwan”, prosseguiu A disposição de Trump para conversar com o líder de Taipé ocorre após sua viagem à China na semana passada, que o presidente americano classificou nesta quarta-feira como “incrível”. Uma conversa entre Trump e Lai representaria um avanço diplomático significativo, já que os presidentes dos Estados Unidos e de Taiwan não mantêm contato direto desde que Washington transferiu, em 1979, o reconhecimento diplomático de Taipé para Pequim. Na semana passada, Trump e Xi Jinping discutiram Taiwan, território que é reivindicado pela China, durante a cúpula em Pequim. Na ocasião, Xi alertou para o risco de conflito caso a questão não seja tratada adequadamente. A China nunca renunciou ao uso da força para colocar a ilha sob seu controle. Trump chegou a fazer uma série de declarações diferentes sobre Taiwan, incluindo a afirmação de que ainda não decidiu sobre novas vendas de armas, estimadas em até US$ 14 bilhões, sugerindo que poderia falar com Lai e dizer que os EUA “não querem alguém dizendo: ‘Vamos declarar independência’”. Pela legislação americana, Washington deve fornecer a Taiwan meios para sua autodefesa, e parlamentares republicanos e democratas têm pressionado o governo Trump a manter as vendas de armamentos. Também na semana passada, o vice-ministro das Relações Exteriores de Taiwan, Chen Ming-chi, afirmou a jornalistas que os comentários de Trump “causaram preocupações desnecessárias” na ilha, embora o governo acredite que “nada mudou”. Além disso, um porta-voz do Departamento de Estado americano reiterou as afirmações do secretário de Estado, Marco Rubio, que disse que “nossa política para Taiwan permanece inalterada”. O governo não deu mais detalhes.
Após encontro com Xi Jinping, Trump diz que falará com presidente de Taiwan
Tratativas entre líderes representaria um avanço diplomático significativo, já que os presidentes dos EUA e da ilha asiática não mantêm contato direto desde 1979














