A descoberta inédita, em 2023, de um mosquito-tigre-asiático (Aedes albopictus), que transmite doenças como dengue ou Zika, em Lisboa não foi somente uma obra científica. Uma cidadã fotografou esse mosquito que nunca tinha visto na vida e enviou a imagem para a plataforma Mosquito Web – um projecto de ciência para detectar mosquitos com a ajuda dos cidadãos. Isto é ciência-cidadã: investigação científica que conta com a participação da população. Este sábado, 23 de Maio, a primeira edição do Festival Orla reúne 12 projectos de ciência-cidadã na Figueira da Foz, na primeira edição desta festa da ciência-cidadã junto à foz do rio Mondego.“É um passeio à beira-mar, onde as pessoas podem contactar com cada um desses projectos”, resume Filipa Bessa, professora e investigadora no Centro de Ecologia Funcional da Universidade de Coimbra e coordenadora do Festival Orla.Durante a tarde, a partir das 14h30, o passeio junto à Marina da Figueira da Foz receberá uma dúzia de projectos de ciência-cidadã onde todos poderão descobrir e explorar como se podem mapear insectos polinizadores ou ajudar a controlar a qualidade do ar, por exemplo. Aqui, quem visitar o festival, pode encontrar investigadores, experimentar ferramentas e aprender sobre as iniciativas em curso no território português.
Todos podem ser cientistas: festival de ciência-cidadã chega este sábado à Figueira da Foz
Primeira edição do Festival Orla, uma mostra de projectos de ciência-cidadã, é realizada este sábado na Figueira da Foz. “Queremos tornar a ciência cidadã visível”, diz a responsável Filipa Bessa.









