Ao pedir investigação, senador ameaça Jim Caviezel em disputa por prêmio de pior ator Flávio Bolsonaro discursa em sessão conjunta do Congresso e diz defender CPI do Master — Foto: Andressa Anholete/Agência Senado RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 21/05/2026 - 21:28 CPI do Master: União entre governo e oposição pressiona Alcolumbre No Congresso, a pressão pela instalação da CPI do Master une governo e oposição. Flávio Bolsonaro, em cena teatral, defende a investigação, enquanto Davi Alcolumbre resiste, usando prerrogativas regimentais para não ler os requerimentos. A resistência de Alcolumbre é ligada a um investimento suspeito de R$ 400 milhões pela Amprev. O impasse revela temores no governo sobre possíveis impactos políticos da CPI. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O senador Davi Alcolumbre pode ser acusado de muitas coisas. Menos de impaciente. Na sessão de ontem do Congresso, ele deixou parlamentares do governo e da oposição se esgoelarem à vontade. Num raro momento de consenso, todos cobravam a instalação da CPI do Master. “Vossa Excelência não vai conseguir ficar sentado em cima dessa CPI”, bradou o petista Lindbergh Farias. “É obrigatória essa instalação”, reforçou o bolsonarista Carlos Jordy. Depois de uma hora e meia de falatório, Alcolumbre retomou a palavra para o que chamou de “esclarecimento de ordem técnico-regimental”. Sem alterar a voz, informou que não leria os requerimentos de abertura da CPI. Disse que a decisão era um “ato discricionário da Presidência da Mesa do Congresso Nacional” — ou seja, dele mesmo. Alcolumbre tem motivos para não querer a investigação. O Amprev, que gere as aposentadorias dos servidores do Amapá, enterrou R$ 400 milhões nos papéis de Daniel Vorcaro. O presidente do fundo, Jocildo Silva Lemos, foi tesoureiro da última campanha do senador. Em fevereiro, Jocildo acordou com uma visita da Polícia Federal. Sentindo-se ameaçado, Alcolumbre voltou a tabelar com o bolsonarismo e passou a torpedear o Planalto. Em defesa do senador, ele não é o único a temer uma CPI. O governo passou meses driblando o assunto. Sabia que a investigação poderia atingir o PT da Bahia e respingar em Lula às vésperas da eleição. Só mudou de ideia quando o escândalo bateu à porta de Flávio Bolsonaro. Ontem até o Zero Um se encorajou a participar do teatro. Avisado de que Alcolumbre deixaria os requerimentos na gaveta, ele subiu à tribuna, estufou o peito e fez pose de indignação. “Mais do que nunca, é necessária a instalação da CPI”, discursou. A atuação faria inveja ao deputado e ex-galã Mario Frias, que também costumava chamar Vorcaro de “irmão”. Os dois poderiam contracenar com Jim Caviezel, que vestiu uma peruca acaju para representar o capitão em “Dark horse”. Pelas cenas do trailer, o americano já é forte candidato ao prêmio Framboesa de Ouro, entregue aos piores atores do ano.
No teatro do Congresso, até Flávio Bolsonaro defende CPI do Master
Ao pedir investigação, senador ameaça Jim Caviezel em disputa por prêmio de pior ator













