Especialistas buscam identificar se foco de surto em navio de cruzeiro começou em Ushuaia, de onde embarcação partiu Cientista da equipe do Instituto Malbran, do Ministério da Saúde da província argentina da Terra do Fogo e da Administração do Parque Nacional, coleta ratos de armadilhas perto de Ushuaia, Argentina — Foto: Juan Mabromata / AFP RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 21/05/2026 - 19:07 Missão em Ushuaia investiga surto de hantavírus em cruzeiro Uma missão científica em Ushuaia, Argentina, capturou mais de 100 roedores para investigar um surto de hantavírus em um cruzeiro que partiu da cidade. Nenhum vetor principal, o colilargo, foi encontrado. A cepa do vírus, que pode ser transmitida entre humanos, é exclusiva do sul da Argentina e Chile. Amostras serão analisadas em Buenos Aires, com resultados esperados em três semanas. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Uma missão científica em Ushuaia, a cidade mais austral da Argentina, capturou mais de cem roedores para analisá-los, embora não tenha encontrado entre eles nenhum "colilargo", o vetor da cepa de hantavírus envolvida no surto do cruzeiro Hondius, informou nesta quinta-feira (21) uma autoridade sanitária. — Foram instaladas cerca de 140 armadilhas e, a cada dia (desde terça-feira), houve capturas em 40% ou 50% delas — disse em entrevista coletiva Juan Petrina, diretor de Epidemiologia e Meio Ambiente da província da Terra do Fogo, da qual Ushuaia é capital. — (Nelas) Até o momento não tivemos nenhum colilargo — prosseguiu. A população de roedores dessa cidade gelada de 80 mil habitantes às margens do canal de Beagle desperta interesse internacional porque dali partiu, em 1º de abril, o cruzeiro no qual um surto de hantavírus Andes deixou três mortos. Essa cepa, registrada apenas em outras regiões do sul da Argentina e no Chile, é a única conhecida capaz de ser transmitida entre humanos. Ela é transmitida pelo rato-colilargo (Oligoryzomys longicaudatus). A missão científica que partiu na segunda-feira busca confirmar ou descartar a presença do vírus nesse refúgio turístico do "fim do mundo". Petrina detalhou que as amostras serão enviadas a Buenos Aires para análise e que "os resultados definitivos possivelmente sejam conhecidos em três semanas". Cruzeiro afetado por surto de hantavírus chega ao fim de sua travessia; veja o que vai acontecer com tripulação que ficou no navio Por enquanto, é possível afirmar que "a quantidade da população de colilargos, ao menos neste momento, não é tal a ponto de terem caído nas armadilhas", acrescentou. Adrián Schiavini, pesquisador principal do Centro Austral de Investigações Científicas, disse à AFP que os roedores encontrados (Abrothrix hirta e Abrothrix olivacea) são "dos mais comuns". Esse rato pode ter hantavírus, "mas não desenvolve um nível de infecção que gere importância sanitária (...) como ocorre com o colilargo, que o espalha por todos os lados", detalhou. As armadilhas foram colocadas em três locais próximos à cidade, entre eles um aterro sanitário que havia sido apontado como local de contágio do paciente zero do surto no cruzeiro. No entanto, ali "houve apenas uma captura", disse Petrina. "Não houve nem atividade" A Terra do Fogo, ilha separada do continente pelo Estreito de Magalhães, nunca registrou hantavírus desde que a notificação de casos se tornou obrigatória em 1996. Ebola se torna emergência de saúde internacional; Veja fotos 1 de 11 O centro de tratamento de Ebola, em Goma, estava abandonado desde o fim do surto de 2019. Trabalhadores restauram o espaço — Foto: Jospin Mwisha / AFP 2 de 11 Uma funcionária verifica a temperatura de uma antes de permitir seu acesso ao hospital em Goma — Foto: Jospin Mwisha / AFP X de 11 Publicidade 11 fotos 3 de 11 Um profissional de saúde monitora os visitantes que chegam ao Laboratório Rodolphe Mérieux, do Instituto Nacional de Pesquisa Biomédica, em Goma — Foto: Jospin Mwisha / AFP 4 de 11 Cartaz com os números de contato de emergência para o Ebola fixado em uma tenda na passagem de fronteira de Busunga — Foto: Badru Katumba / AFP X de 11 Publicidade 5 de 11 Um soldado no antigo centro de tratamento de Ebola, em Goma, que estava abandonado desde o fim do surto em 2019 — Foto: Jospin Mwisha / AFP 6 de 11 Um agente sanitário higieniza as mãos de um motociclista pela fronteira entre Uganda e a República Democrática do Congo — Foto: Badru Katumba / AFP X de 11 Publicidade 7 de 11 Um visitante tem sua temperatura verificada antes de entrar no Hospital Kyeshero — Foto: Jospin Mwisha / AFP 8 de 11 Homem se prepara para entrar no Hospital Kyeshero, em um posto de controle para lavagem das mãos e aferição de temperatura para todos os visitantes — Foto: Jospin Mwisha / AFP X de 11 Publicidade 9 de 11 Um profissional de saúde monitora os visitantes que chegam ao Laboratório Rodolphe Mérieux, do Instituto Nacional de Pesquisa Biomédica, em Goma — Foto: Jospin Mwisha / AFP 10 de 11 Um agente de saúde fronteiriço na passagem entre Uganda e a República Democrática do Congo, verifica a temperatura de um viajante — Foto: Badru KATUMBA / AFP X de 11 Publicidade 11 de 11 Um visitante tem sua temperatura verificada antes de entrar no Hospital Kyeshero — Foto: John WESSELS / AFP Surto da doença na África leva OMS a acionar nível máximo de emergência sanitária internacional