Surto da doença ocorreu a bordo do MV Hondius após zarpar do país em 1º de abril 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Cientistas do Instituto Malbran, membros do Ministério da Saúde da província argentina da Terra do Fogo e membros da Administração do Parque Nacional coletam ratos de armadilhas perto de Ushuaia para testes de hantavírus — Foto: Juan Mabromata / AFP RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 12/06/2026 - 17:04 Surto de hantavírus em cruzeiro: risco de propagação permanece baixo Cientistas argentinos não identificaram roedores portadores da cepa Andes do hantavírus na província de Mendoza, após um surto a bordo do cruzeiro MV Hondius. Amostras também não detectaram Oligoryzomys longicaudatus, vetor chave do vírus, em Ushuaia, origem do cruzeiro. A cepa Andes é única na transmissão entre humanos, mas o risco de propagação continua baixo, segundo especialistas. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Nenhum dos exemplares de roedores analisados por cientistas na província argentina de Mendoza era da espécie que pode portar a cepa de hantavírus transmissível entre humanos, informou nesta sexta-feira (12) o Ministério da Saúde do país, no âmbito da investigação sobre o surto ocorrido no cruzeiro MV Hondius. O governo argentino realizou uma amostragem semelhante em maio na Terra do Fogo (sul), província onde se encontra Ushuaia, de onde partiu em 1º de abril o cruzeiro no qual teve origem um surto desse vírus. Nessa investigação também não foi encontrado nenhum colilargo, como é conhecido o roedor capaz de portar a cepa Andes do hantavírus. "Na identificação preliminar realizada em campo, não foram detectados exemplares de Oligoryzomys longicaudatus, principal reservatório conhecido do vírus Andes em grande parte da região patagônica", afirmou o Ministério da Saúde em seu relatório. Os profissionais instalaram mais de 250 armadilhas em diferentes áreas da periferia de Malargüe, cidade pela qual passou um turista neerlandês que se acredita ter contraído o vírus antes de embarcar no cruzeiro. Os cientistas encontraram, de forma "presuntiva", exemplares de Abrothrix olivacea, uma espécie de roedor na qual já foi documentada a presença de anticorpos da cepa Andes, embora, por enquanto, ela não seja considerada um vetor importante. — Os estudos de campo que realizamos até o momento não apresentaram evidências que permitam confirmar que os exemplares capturados estejam infectados — afirmou a doutora Carla Bellomo, do Serviço de Biologia Molecular do Malbrán, embora tenha esclarecido que as análises laboratoriais das amostras obtidas ainda estão em andamento. A Organização Mundial da Saúde contabiliza até o momento 13 casos confirmados ou prováveis de hantavírus vinculados ao surto do cruzeiro, incluindo três mortes. A cepa Andes é endêmica do sul do Chile e da Argentina e é a única conhecida por ser transmissível entre humanos. Mendoza não registra circulação endêmica confirmada de hantavírus. Os especialistas ressaltam que o risco de propagação descontrolada permanece baixo. Veja imagens do Star of the Seas, maior navio de cruzeiros do mundo 1 de 6 Star of the Seas, maior navio de cruzeiros do mundo — Foto: Eduardo Maia 2 de 6 Star of the Seas, maior navio de cruzeiros do mundo — Foto: Eduardo Maia X de 6 Publicidade 6 fotos 3 de 6 Star of the Seas, maior navio de cruzeiros do mundo — Foto: Eduardo Maia 4 de 6 Star of the Seas, maior navio de cruzeiros do mundo — Foto: Eduardo Maia X de 6 Publicidade 5 de 6 Star of the Seas, maior navio de cruzeiros do mundo — Foto: Eduardo Maia 6 de 6 Star of the Seas, maior navio de cruzeiros do mundo — Foto: Eduardo Maia X de 6 Publicidade Navio pode transportar até 7.600 passageiros e 2.350 tripulantes, num total de 9.950 pessoas.
Hantavírus em cruzeiro: cientistas não encontram em província da Argentina roedores portadores da cepa Andes
Surto da doença ocorreu a bordo do MV Hondius após zarpar do país em 1º de abril








