Nenhum dos exemplares de roedores analisados por cientistas na província argentina de Mendoza era da espécie que pode portar a cepa de hantavírus transmissível entre humanos, anunciou nesta sexta-feira (12) o Ministério da Saúde do país, no âmbito da investigação sobre o surto ocorrido no cruzeiro MV Hondius.
O governo argentino realizou uma amostragem semelhante em maio na Terra do Fogo (sul), província onde se encontra Ushuaia, de onde partiu em 1º de abril o cruzeiro no qual teve origem um surto desse vírus. Nessa investigação também não foi encontrado nenhum colilargo, como é conhecido o roedor capaz de portar a cepa Andes do hantavírus.
Os profissionais instalaram mais de 250 armadilhas em diferentes áreas da periferia de Malargüe, cidade da província de Mendoza pela qual passou um turista neerlandês que, acredita-se, contraiu o vírus antes de embarcar no cruzeiro.
O caso ganhou repercussão internacional após um surto de hantavírus a bordo do navio de cruzeiro MV Hondius, que partiu de Ushuaia, na Argentina, em abril de 2026. Ao menos três pessoas morreram e diversos passageiros e tripulantes foram monitorados ou colocados em quarentena durante a viagem, que enfrentou restrições para atracar em diferentes países até chegar à Europa.







