Primeiro veio a guerra. Depois veio o bloqueio. Agora vêm as escassezes. Os navios-tanque carregados de commodities essenciais —petróleo, GNL (gás natural liquefeito), ureia, derivados de petróleo, hidrogênio, hélio e assim por diante— não passaram pelo estreito de Hormuz desde o final de fevereiro.

Aqueles que partiram antes do fechamento do estreito já chegaram, em sua maioria. De agora em diante, os carregamentos que não partiram farão cada vez mais falta. À medida que os estoques também forem sendo consumidos, entraremos em uma era de escassez física.Até agora, as escassezes eram na maioria imaginárias. Agora se tornarão reais. Elas precisam ser administradas, em última instância, pela supressão da demanda. Esta, por sua vez, exigirá alguma combinação de racionamento e recessão. Uma mistura de preços mais altos com política monetária mais restritiva poderia produzir ambos. Quanto mais tempo o estreito permanecer fechado e maior o dano físico, mais tempo as escassezes persistirão e pior será seu impacto.

Isso, em resumo, é o que argumenta Nick Butler, ex-vice-presidente de estratégia e desenvolvimento de políticas do grupo BP e agora no King's College London, em um post na Substack intitulado "O fim do começo". Aqui estão, então, alguns dos principais elementos dessa história preocupante.