A Procuradoria-Geral da República e a Polícia Federal recusaram mais uma proposta de delação apresentada pelo ex-CEO do Banco Master, Daniel Vorcaro. No entanto, enquanto a PF decidiu romper o acordo de confidencialidade que havia sido assinado com o banqueiro, a PGR manterá as tratativas.

Conforme adiantou CartaCapital, a proposta entregue no dia 6 de maio teria deixado perguntas em aberto e não apresentado novidades em relação ao volume de informações que a PF já tem dos celulares apreendidos. Vorcaro, em resumo, teria entregado o que a PF já sabia.

A avaliação interna na PGR é de que ajustes na proposta fazem parte do processo de delação, embora o órgão concorde que as últimas informações apresentadas foram insuficientes.

Portanto, para dar seguimento ao acordo, Vorcaro terá de apresentar mais informações e provas que contribuam com as investigações. Na segunda-feira 18, o banqueiro foi transferido de sala de Estado-maior para uma cela comum na sede da PF em Brasília.

Os investigadores avaliaram que não cabia mais o privilégio a Vorcaro devido a falta de empenho do banqueiro na sua proposta de delação. Na semana passada, a defesa apostava em uma estratégia vista como arriscada por juristas ouvidos pela reportagem.