É um erro histórico para Lula e para o Senado aprovar o nome de Otto Lobo para a presidência da CVM (Comissão de Valores Mobiliários) e rejeitar a PEC da autonomia financeira do BC (Banco Central). Os dois assuntos estão umbilicalmente vinculados ao escândalo do Banco Master.
Ex-diretor da CVM até o fim de 2025, Lobo deu decisões favoráveis a Vorcaro assim que assumiu a presidência interina do órgão fiscalizador do mercado de capitais com a saída de João Pedro Nascimento, o JP, dois anos antes do fim do mandato.
Amigo de infância de Flávio Bolsonaro, por quem foi indicado ao cargo, JP foi vítima de ataques coordenados pela organização de Vorcaro e pediu para sair assim que se viu abandonado pelo padrinho político.
A intimidação foi semelhante àquela vivida pelo ex-diretor do BC, Renato Gomes, que preparou o voto contrário à operação de compra do Master pelo BRB.
O medo foi tanto que JP pediu para sair da CVM com a mensagem de que tinha que ser "naquele dia", o que indica a urgência. JP pode ter sido alvo também do sicário, Luiz Phillipi Mourão, o braço direito e chefe operacional da milícia privada de Vorcaro, segundo suspeitas dos investigadores.











