O setor aéreo do Brasil movimentou 10,2 milhões de passageiros no mês de abril, alta de 1,8% em relação a abril de 2025. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (20) pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). A Anac divulgou também o boletim tarifário de abril, com uma alta de 9% na tarifa média, para R$ 669,41 por trecho. No geral, o mês apontou para um resultado ainda firme. A crise do petróleo, entretanto, elevou a pressão sobre os custos do setor, o que colabora para a subida de preço. Conforme os meses passam desde o início da guerra, em 28 de fevereiro, o setor começa a testar a elasticidade da demanda diante da subida de tarifas. No mês, o preço médio do QAV (combustível de aviação) foi de R$ 5,40/litro, aumento de 40,7% em relação a abril de 2025 e 23,3% comparado a abril de 2024. No setor doméstico, foram movimentados 8 milhões de viajantes, aumento de 1,1% comparado a abril de 2025. Já no segmento internacional, foram 2,2 milhões, 4,3% acima dos números registrados no mesmo mês de 2025. O setor logístico também registrou crescimento: foram processadas 37,6 mil toneladas de carga doméstica (4,8% de aumento em relação a abril de 2025) e 77,7 mil toneladas de carga internacional (4% acima do registrado em abril de 2025). No total, foram movimentadas 115,3 mil toneladas de carga, um crescimento de 4,3% sobre o mesmo mês do ano anterior. No mês de abril, o indicador de demanda (RPK, medido pela multiplicação da receita por passageiros por quilômetros percorridos), somados ambos os mercados, registrou crescimento de 1,8% em relação a abril de 2025. No setor doméstico, o aumento foi de 2,4%, enquanto o setor internacional registrou crescimento de 1,3%. Já o indicador de oferta (ASK, mensurado pela multiplicação de assentos disponíveis por quilômetros voados) teve variação positiva de 1,6%. No segmento doméstico, o crescimento foi de 4,4%. No setor internacional, houve uma retração de 0,4% neste indicador. Já a tarifa real média constatada no país, considerando todas as rotas, foi de R$ 669,41 por trecho, representando um aumento de 9% em relação a abril de 2025 e de 9,8% em relação a abril de 2024. A metodologia da Anac para o cálculo das tarifas médias engloba todos os bilhetes aéreos adquiridos em abril pelos passageiros domésticos, rota a rota, considerando apenas o preço pago pelo serviço de transporte aéreo, não incluindo taxas adicionais, como serviços adquiridos à parte (franquia de bagagem, marcação de assentos, entre outros) e taxas de embarque. Quanto às faixas tarifárias verificadas no período, a maior parte dos assentos comercializados no mês (45,2%) se situou na faixa abaixo de R$ 500, sendo que 6,2% dos assentos foram vendidos por mais de R$ 1,5 mil. — Foto: Stuart Bailey/Pixabay