O ex-ministro do Supremo, Joaquim Barbosa — Foto: Ana Paula Paiva/Valor Nos últimos anos, Joaquim Barbosa, que ensaia lançar-se novamente (como fez em 2018) pré-candidato à Presidência, praticamente desapareceu das redes sociais — um dos principais espaços de mobilização política e aferição de engajamento público. Desde que deixou o STF, em 2014, a atividade de Barbosa no X (onde tem apenas 524 mil seguidores) entrou em trajetória de queda contínua. Em 2017, por exemplo, houve apenas 27 publicações — todas concentradas entre janeiro e julho. No ano seguinte, foram só sete posts. Entre eles, o anúncio de que desistira de concorrer à presidência, uma posterior declaração de voto em Fernando Haddad e um comentário desmentindo falas de Jair Bolsonaro. Depois disso, veio um gap digital que só foi rompido em 2021, ano em que há apenas uma publicação registrada em seu perfil. Em 2022, impulsionado pelo clima eleitoral, Barbosa voltou a aparecer com críticas ao bolsonarismo. Ainda assim, a retomada foi breve. De 2025 para cá, a conta registra somente sete publicações — entre elas assuntos sobre futebol, a morte do Papa Francisco e um tema político específico: a divulgação de uma nota de Elio Gaspari defendendo a criação de um código de conduta para ministros do STF. O debate, sensível dentro do Judiciário, pode se tornar um dos poucos ativos de Barbosa em uma eventual campanha presidencial. O contraste, no entanto, chama atenção porque, justamente em 2026 — ano decisivo para a corrida eleitoral — Joaquim Barbosa ainda não fez uma publicação sequer no X. Também tem evitado comentar publicamente a própria pré-candidatura ao Planalto pelo DC.
Joaquim Barbosa e sua baixa presença nas redes
Joaquim Barbosa e sua baixa presença nas redes











