O ex-presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, chefiava a autoridade monetária brasileira quando, em 2022, propôs à autarquia um acordo de R$ 50 mil para encerrar um processo referente à época em que trabalhava no Santander. O acordo, que só foi fechado anos depois por R$ 300 mil, virou alvo de senadores da CAE (Comissão de Assuntos Econômicos) em críticas à atuação do BC.
Os detalhes do acordo do BC com Campos Neto se tornaram públicos após o presidente da CAE, Renan Calheiros (MDB-AL), solicitar acesso ao processo à autarquia. Os dados foram entregues à comissão e colocados no site do colegiado por ordem de Calheiros.
Nesta terça (19), Calheiros voltou à carga sobre o assunto, ao questionar o atual presidente do BC, Gabriel Galípolo, quanto ao acordo firmado pelo BC. O emedebista tem criticado a gestão Campos Neto por apontar ter havido falhas na supervisão do Banco Master, do ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
Galípolo, por sua vez, defendeu o acordo com seu antecessor. "É um processo que não passa nem pela diretoria, nem pela presidência", afirmou. "Acho que é salutar, justamente para evitar qualquer tipo de possibilidade que isso vire um instrumento de eventual tipo de constrangimento."










