Sob pressão de Donald Trump, os membros da União Europeia chegaram nesta quarta-feira (20) a um compromisso provisório para aplicar o acordo comercial firmado no ano passado com os EUA, na esperança de encerrar um capítulo turbulento nas relações transatlânticas.

Em julho passado, o bloco de 27 países chegou a um acordo com Washington para fixar as tarifas sobre a maioria dos produtos europeus em 15%, mas, para frustração de Trump, ainda não havia cumprido sua promessa de eliminar em troca suas tarifas sobre as importações dos EUA.

O magnata republicano deu então à UE até 4 de julho, data em que se comemoram os 250 anos da independência norte-americana, para colocar plenamente em prática esse pacto negociado em Turnberry, na Escócia. Ele chegou a anunciar que elevaria de 15% para 25% as taxas sobre automóveis e caminhões europeus."O Conselho e o Parlamento chegaram a um acordo para aplicar os elementos tarifários da Declaração Conjunta (UE-EUA)", informou a presidência da UE, atualmente nas mãos de Chipre, em um comunicado publicado nesta madrugada.

A presidência especificou que se trata de um consenso "provisório".

Os representantes dos eurodeputados e dos 27 Estados-membros iniciaram na tarde de terça-feira (19) as discussões a portas fechadas, em uma sala do Parlamento Europeu na cidade francesa de Estrasburgo, após uma tentativa fracassada no início de maio."Hoje, a União Europeia cumpre seus compromissos", declarou Michael Damianos, ministro cipriota da Energia, Comércio e Indústria. "A manutenção de uma parceria transatlântica estável, previsível e equilibrada é do interesse de ambas as partes", disse.