A Chanel está abrindo novas lojas na China, apostando que a renovada "vitalidade" da segunda maior economia do mundo e o burburinho em torno do estilista estrela Matthieu Blazy, que assumiu a direção artística da marca no ano passado, vão revitalizar a marca francesa de luxo.

As primeiras criações de Blazy só começaram a chegar às lojas na segunda metade de março, mas o entusiasmo nas redes sociais por suas primeiras coleções foi apelidado de "Blazy mania". A recepção representa um raro ponto positivo para uma grande marca de luxo em meio a uma desaceleração do setor que já dura vários anos.

As vendas da Chanel aceleraram no segundo semestre de 2025 para um "crescimento de um dígito alto", informou a empresa nesta terça-feira (19), um impulso que se manteve em 2026."É cedo para falar em números globais... mas os indicadores [sobre Blazy] são fortes. Os clientes estão empolgados, novas e antigas gerações de clientes estão se engajando com a marca", disse a CEO Leena Nair ao Financial Times, destacando a "recepção excepcionalmente positiva" das primeiras coleções de Blazy.

Isso marca uma mudança de tom após alguns anos difíceis para a Chanel, durante os quais os clientes se tornaram críticos em relação aos aumentos acentuados de preços e à falta de novos produtos atraentes antes da chegada de Blazy, vindo da Bottega Veneta no ano passado. Esses problemas foram agravados pelas dificuldades mais amplas do setor de luxo, que incluíram uma série de crises geopolíticas e demanda fraca no importante mercado chinês.