O governo Trump há muito tempo afirma que deportações em massa gerariam mais empregos e salários mais altos para trabalhadores nascidos nos Estados Unidos. No entanto, um novo estudo questiona essa afirmação, minando um pilar central da política de imigração do presidente.

Os recentes aumentos nas deportações levaram à perda de empregos tanto para trabalhadores imigrantes quanto para os nascidos nos EUA, enquanto os salários permaneceram estagnados, de acordo com o estudo publicado pelo National Bureau of Economic Research, uma organização de pesquisa apartidária.A construção civil, que depende fortemente de mão de obra imigrante, foi mais impactada do que qualquer outro setor estudado, com trabalhadores nascidos nos EUA perdendo mais empregos em função das deportações do que os trabalhadores sem status legal que permaneceram.

O estudo oferece a primeira análise nacional dos efeitos das operações agressivas de deportação do governo Trump no mercado de trabalho, ao comparar comunidades que tiveram aumentos nas deportações entre janeiro de 2025 e outubro de 2025 com aquelas que não tiveram.

Analisando dados federais de emprego, os pesquisadores focaram em quatro setores que dependem fortemente de trabalhadores imigrantes ilegais: agricultura, construção civil, manufatura e atacado. As deportações tiveram um efeito inibidor em todos eles, afetando desproporcionalmente os homens, que representaram mais de 90% das prisões por imigração.