* Por Victor Papi
A 28ª plenária do Fórum Pix evidenciou que o Sistema de Pagamentos Instantâneos entra em uma nova fase: menos sobre expansão e mais sobre amadurecimento, com foco em segurança, padronização e responsabilidade dos participantes.
O principal recado do regulador é inequívoco: o MED 2.0 tornou-se prioridade absoluta. A implementação com desligamento simultâneo da versão anterior, sem possibilidade de rollback, e sem flexibilização de prazos, indica uma mudança de postura. O Banco Central continua a atuar como indutor de inovação mas exerce também um papel mais rigoroso na supervisão. Isso se reforça com a exigência de capital mínimo regulatório e com a sinalização de punições rápidas e severas para quem não estiver em conformidade, inclusive com a possibilidade de exclusão do arranjo Pix.
Na prática, isso eleva o nível de maturidade exigido das instituições. Não se trata apenas de implementar uma nova funcionalidade, mas de revisar processos, governança e capacidade operacional para lidar com cenários mais complexos, especialmente no combate a fraudes. O MED 2.0 amplia o rastreamento de transações em múltiplas camadas, o que aumenta a efetividade potencial de recuperação de valores.












