Os rendimentos dos Treasuries ampliaram o ritmo de alta e, nos vértices ultralongos da curva de juros americana, a taxa do T-bond de 30 anos alcançou os maiores níveis desde 2007. E, diante da continuidade do processo de reprecificação dos mercados de juros nos Estados Unidos, tanto os DIs quanto o câmbio doméstico reagem à mudança no exterior, em um dia de alta firme das taxas longas no Brasil e de valorização do dólar frente ao real. Por volta de 10h50 (de Brasília), a taxa da T-note de dez anos subia 7,1 pontos-base (0,071 ponto percentual), ao passar de 4,593% para 4,664%; e o yield do T-bond de 30 anos avançava 5,5 pontos-base, ao oscilar de 5,127% para 5,182%, pouco após ter atingido a máxima de 5,187%, no maior nível desde 2007. No mercado doméstico, isso se refletiu em uma piora dos juros futuros, ainda que eles tenham tentado exibir algum alívio no início da manhã, na esteira de declarações do diretor de política monetária do Banco Central, Nilton David, que foram lidas como mais “dovish”. No horário acima, a taxa do DI para janeiro de 2029 subia de 14,07% para 14,095%; e a do DI para janeiro de 2031 avançava de 14,185% para 14,25%. Já o dólar à vista ganhou força nesta manhã, batendo a máxima de R$ 5,0439, mas depois se afastou do patamar, ainda que em valorização firme frente ao real. No horário acima, o dólar à vista apreciava 0,71%, cotado a R$ 5,0334. Já o euro comercial apreciava 0,33%, a R$ 5,8430. Nesta sessão, apesar da desvalorização do câmbio local, o real não lista entre as cinco piores moedas do dia, na relação das 33 mais líquidas. No exterior, o índice DXY avançava 0,12%, aos 99,312 pontos.