Uma nova regulamentação da China quer responsabilizar empresas que oferecem serviços de inteligência artificial, como big techs, por danos emocionais causados aos usuários. O movimento quer colocar limites no conteúdo gerado pelas plataformas e evitar que a tecnologia afete menores de idade.

A nova medida, publicada por diversos órgãos, como a Administração do Ciberespaço da China e o Ministério da Segurança Pública, é direcionada a empresas fornecedoras dos chamados "serviços interativos antropomorfizados", isto é, aqueles que simulam personalidades humanas, e estabelece que as companhias devem evitar danos psíquicos e identificar padrões que podem levar à dependência emocional dos usuários.

Segundo Scott Singer, pesquisador de tecnologia da Fundação Carnegie para a Paz Internacional, não é a primeira vez que Pequim cria regras para evitar a "captura emocional dos usuários".

Em 2021, por exemplo, o regime determinou que menores de idade só podem participar de jogos online por uma hora por dia aos finais de semana e em feriados nacionais, exigindo que as plataformas fizessem cadastros com nomes reais.

"A regulação chinesa sobre IA antropomórfica representa um passo importante no tipo de preocupação refletida na governança chinesa de IA", diz o pesquisador.