Uma “ADL – Aliança Democrática Liberal”, é a proposta do centrista Diogo Feio para a criação de um movimento de “centro-direita moderado”. Há muito que o antigo eurodeputado defende uma “fusão” entre o CDS e o PSD, e entende que também seria “muito importante” que a Iniciativa Liberal (IL) dela fizesse parte, como vem defendendo, pelo menos, desde 2023. Seria esta a forma de garantir uma solução governativa maioritária num contexto de fragmentação parlamentar. O centrista insiste na ideia de uma coligação estrutural a três, e propôs um nome na noite deste domingo, na SIC Notícias, no programa Além do Óbvio, já no rescaldo do 32.º Congresso do CDS e depois de ter recebido algumas críticas à sua proposta de fusão do CDS com o PSD.Uma das respostas surgiu do líder parlamentar, Paulo Núncio, num remoque bastante directo a Diogo Feio. “Não nos esgotamos na coligação, como alguns dizem, mas somos uma parte activa dessa coligação, e quando alguns optam por falar em diluição ou fusão com outros partidos. Como é possível considerar ou equacionar a fusão do CDS com outros partidos? Que feio! Que ideia mais feia!”, afirmou, durante o seu discurso no primeiro dia de congresso, que decorreu em Alcobaça.A afirmação lembrou a Diogo Feio “umas boutades” do seu tempo de ensino secundário. “Acho que a discussão deve ser um bocadinho mais do que uma discussão juvenil. Portanto, vamos passar à discussão serena e adulta sobre este assunto”, reagiu na SIC Notícias.O antigo eurodeputado explicou que o CDS “deve dar a volta” à irrelevância que assumiu depois de ter saído do Parlamento e ser “a primeira voz em relação a um movimento” que considera “possível fazer-se no centro-direita moderado”.“É juntar, de uma forma que não seja propriamente uma forma temporária, PSD e CDS, por isso falo da questão da fusão. E depois eu acho que era muito importante trazer a esse movimento a IL. Uma espécie de ADL — Aliança Democrática Liberal”, propôs.Para Diogo Feio, para “partidos como o PSD e o CDS, que têm anos, anos e anos de estarem juntos no Governo, não tem muito sentido terem uma existência com estas autonomias”. “Portanto, isto não é só um desafio para o CDS. É também um desafio mais amplo. Mas, ao mesmo tempo, acho que é possível trazer a IL para este movimento e termos um grande bloco de centro-direita moderado que fale sobre coisas de que o país necessita”, insistiu.O centrista reconhece que esse caminho está “bastante longe”, mas destaca que diferentes forças partidárias juntas têm mais força e que “o próprio método d’Hondt é positivo para esses cenários”. “Se a opção for a de continuar com autonomia, seja esse caminho. Agora, a base da diferença democrática dentro dos partidos, também é naturalmente relevante”, concluiu.