As farmacêuticas demoraram, em média, nove meses a submeter um medicamento após terem autorização de introdução no mercado, nos últimos cinco anos, e o Infarmed levou 11 meses a avaliar e decidir. De acordo com o relatório Acesso a Novos Medicamentos 2020-2025, a que a Lusa teve acesso, o tempo médio de submissão pelas empresas após autorização europeia foi de 272 dias e o tempo médio de avaliação técnico-científica e decisão, da responsabilidade do Infarmed, foi de 332 dias.Adicionalmente, o tempo em que o processo se encontra com a empresa (para resposta a pedidos de elementos e outros esclarecimentos), assim como o processo de negociação, demora, em média, 319 dias.No total, em média, levou quase dois anos (650 dias) entre a submissão e a conclusão do processo, para os 102 processos concluídos entre no período 2020-2025, refere o Infarmed, que diz esperar uma redução dos tempos com o novo regulamento europeu de avaliação de tecnologias de saúde.Durante o mesmo período, foram autorizados 282 novos medicamentos na União Europeia, dos quais 188 foram submetidos pelos respectivos laboratórios para avaliação de financiamento público em Portugal.Destes, 102 processos ficaram concluídos até ao final de 2025, tendo resultado na aprovação para financiamento público de 77 medicamentos.No documento hoje divulgado, o Infarmed explica que o tempo total de acesso resulta de vários factores, incluindo a rapidez de submissão de pedidos de financiamento público por parte das empresas, a avaliação farmacoterapêutica e económica, a disponibilização de evidência adicional e o processo de negociação.
Farmacêuticas demoraram nove meses a submeter medicamentos e Infarmed 11 a decidir
Segundo o relatório Acesso a Novos Medicamentos 2020-2025, nesse período foram autorizados 282 novos medicamentos na UE, dos quais 188 foram submetidos a avaliação de financiamento em Portugal












