Funcionários de grandes empresas passaram a receber uma espécie de mesada para gastar com modelos de inteligência artificial. Como em uma feira de ciências, a proposta é de que eles testem ideias para criar ferramentas valiosas para os seus patrões.

Na Nvidia, companhia que mais ganhou dinheiro com o boom da IA, cada funcionário pode gastar até US$ 10 mil (R$ 52 mil) ao mês. O Nubank diz que investe US$ 500 mil (R$ 2,6 milhões) mensalmente em "vales IA" para os seus cerca de 9.000 colaboradores usarem plataformas como ChatGPT e Claude.

O Nubank, além de dar cerca de R$ 1.000 mensais em créditos de IA por pessoa, divulga um boletim interno sobre o uso da tecnologia. Os funcionários que mais usam os chatbots nas suas atividades são destacados em um relatório interno visto pela reportagem.

As métricas de uso de IA são citadas junto a relatórios de desempenho, que consideram, por exemplo, o quanto de economia e de receita o colaborador gerou para o caixa da empresa. Esses dados ajudam gestores na avaliação dos funcionários.

O Nubank foi procurado pela reportagem para comentar o uso dessas métricas e não quis comentar o assunto.