A influência da inteligência artificial é visível nas ruas do Vale do Silício. Os outdoors exibem propaganda de servidores de nuvem para IA, carros autônomos carregam passageiros pelos subúrbios e as pessoas conversam nos computadores com seus agentes —espécie de auxiliar virtual.
Na costa oeste dos Estados Unidos, afamada por abrigar a vanguarda da tecnologia, parte dos profissionais já divide projetos com modelos de IA autônomos e a chefia das empresas tem reestruturado seus negócios, segundo o relato de brasileiros que ocupam cargos de destaque em empresas americanas no evento Brazil at Silicon Valley. Empresários na plateia demonstraram interesse em seguir o exemplo.
O evento começou com um relato de Pedro Franceschi, fundador da empresa Pagar.me que deixou o Brasil para empreender nos EUA, sobre o papel central da IA em seus negócios. Na Califónia, ele fundou a Brex, empresa que começou emitindo cartão de crédito para outras startups, cuja venda ao banco Capital One por US$ 5,1 bilhões foi concluída na terça-feira (7).
A startup de Franceschi, que chegou a ser avaliada em US$ 12 bilhões, precisou se reformular após o investimento em digitalização secar com o fim da pandemia.
A solução, afirmou o executivo, passou por abandonar áreas em que não tinha expertise, repensar todos os processos para incluir IA generativa e cortar redundâncias. Até o cofundador Henrique Dubugras foi cortado e mantido apenas na presidência do conselho da startup.






