O cenário para os bancos brasileiros piorou no início deste ano. O forte endividamento do brasileiro, a guerra do Irã, a Selic em dois dígitos e a recuperação de grandes empresas pesaram nos balanços das instituições do primeiro trimestre de 2026, encarecendo o custo do crédito. As instituições estão com mais dificuldades para reaver o que emprestam, fazendo com que a torneira fique fechada para linhas mais arriscadas.
Itaú Unibanco, Bradesco, Caixa, Santander, Banco do Brasil e Nubank, por exemplo, elevaram no primeiro trimestre do ano as provisões para possíveis calotes. Dados dos balanços dos bancos mostram que as despesas com as provisões dessas instituições somaram R$ 60,2 bilhões entre janeiro e março deste ano, um crescimento de 45,5% na comparação com o mesmo período do ano passado.
Por regra do Banco Central, desde 2025 os bancos são obrigados a reservar a quantia correspondente à perda esperada no crédito. Ou seja, dão baixa em um valor correspondente à quantia que está em atraso, o que reduz o resultado final.
O prognóstico para os próximos meses não é dos melhores. A expectativa é que o cenário se deteriore, o que já leva as instituições financeiras a ser mais criteriosas na concessão de empréstimos, desacelerando a expansão da carteira de crédito.











