O Grupo Dolly, fabricante de refrigerantes, vai tentar reestruturar suas dívidas por meio de uma recuperação extrajudicial, após desistir do processo de recuperação judicial iniciado em 2018.
Em decisão desta quarta-feira (13), a Justiça determinou que as empresas do grupo apresentem um plano. A mudança de estratégia ocorre após o relatório mensal de atividades de dezembro de 2025 apontar prejuízo líquido de R$ 25,8 milhões no ano.
A recuperação extrajudicial é um mecanismo em que a empresa negocia previamente com parte dos credores antes de submeter um plano à homologação da Justiça. Diferentemente da recuperação judicial, em que todas as dívidas do grupo (trabalhistas, com fornecedores, bancos) são renegociadas na Justiça, na extrajudicial a companhia escolhe um grupo de credores para fechar uma negociação e homologá-la depois junto ao Judiciário.
Segundo Edgar Bechara, advogado da empresa, a recuperação judicial começou sob a legislação anterior à reforma da Lei de Recuperação Judicial, aprovada em 2020. Ele afirma que o atual modelo de recuperação extrajudicial é mais vantajoso tanto para as empresas quanto para os credores, especialmente pela redução do quórum necessário para aprovação do plano (que passou de três quintos para 50% mais um).












