Durante a guerra no Irã, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a sinalizar que Cuba pode ser o próximo alvo de sua política externa agressiva.

"Cuba é a próxima", afirmou o republicano em março. E, embora tenha pedido que repórteres ignorassem a declaração, a repetiu logo em seguida. Ele não especificou o que planeja fazer com a ilha. De lá para cá, as ameaças continuaram e, no dia 1º de maio, Washington ampliou as sanções contra o regime.

As novas medidas visam pessoas e entidades que apoiam o aparato de segurança do regime cubano ou que seriam cúmplices de corrupção ou de graves violações dos direitos humanos.

Trump já chegou a afirmar que seria uma "honra tomar Cuba". O país, que enfrenta há décadas um embargo americano e, nos últimos meses, passou a sofrer restrições ainda mais severas, reagiu com preocupação. Sem entrar em detalhes, o regime afirmou que se prepara para o pior cenário.

Para Ricardo Zúniga, ex-integrante do Conselho de Segurança Nacional no governo de Barack Obama (2009–2017), a ideia de uma intervenção militar americana não se sustenta sob nenhuma análise.