O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, voltou a enfrentar pressão nesta segunda-feira (11) após quatro assessores ministeriais deixarem seus cargos e mais de 60 deputados de seu partido pedirem publicamente sua renúncia.

Em discurso a integrantes do Partido Trabalhista em Londres, Starmer pediu apoio e tentou afastar a possibilidade de uma disputa interna pela liderança, afirmando que isso mergulharia o país no caos. Também prometeu um governo mais ousado.

A fala, porém, teve pouco efeito sobre a crise provocada pela derrota histórica nas eleições locais da semana passada. Quatro assessores ministeriais renunciaram, afirmando que o premiê não é capaz de conduzir o partido até a próxima eleição nacional, prevista para 2029.

"Está claro que o primeiro-ministro perdeu autoridade dentro do partido e no país", escreveu Tom Rutland, assessor do Ministério do Meio Ambiente, em sua carta de demissão. Segundo o jornal britânico The Guardian, a ministra de Relações Exteriores, Yvette Cooper, teria dito a Starmer que ele deveria garantir uma transição ordenada de poder.

Catherine West, uma ex-vice-primeira-ministra vista como uma possível desafiante à liderança após criticar o governo de Starmer no domingo (10), disse à Reuters ter recebido 80 respostas apoiando sua exigência de que o premiê estabelecesse um cronograma de saída. Ela pediu que uma eleição pela liderança acontecesse em setembro.