O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, afirmou em reunião de gabinete nesta terça-feira (12) que não pretende renunciar, apesar da pressão crescente dentro do Partido Trabalhista após a derrota histórica da legenda nas eleições locais do fim de semana.
Convocado em caráter emergencial, o encontro ocorreu um dia após renúncias de assessores e autoridades de seu governo, além de pedidos de parlamentares trabalhistas para que ele deixe o cargo, num processo de fritura do premiê.
No cargo há menos de dois anos, Starmer repetiu que, embora assumisse a responsabilidade por uma das piores derrotas eleitorais do Partido Trabalhista, não houve nenhum movimento oficial para iniciar uma disputa pela liderança. Vários aliados que participam do governo expressaram apoio a ele.
Ainda assim, a debandada continuou, com quatro auxiliares de governo em cargos que seriam equivalentes a secretarias de ministérios no Brasil anunciando sua saída nesta terça. Por outro lado, 103 parlamentares trabalhistas assinaram uma carta em apoio ao premiê, número superior aos cerca de 90 que endossaram um manifesto pedindo a renúncia de Starmer. Ao todo, o Parlamento britânico possui 650 assentos.
"Na semana passada tivemos um conjunto devastadoramente difícil de resultados eleitorais. Isso mostra que temos um trabalho árduo pela frente para reconquistar a confiança do eleitorado", diz a carta em apoio a Starmer. "Esse trabalho precisa começar hoje —com todos nós trabalhando juntos para promover a mudança de que o país precisa. Devemos nos concentrar nisso. Este não é o momento para uma disputa pela liderança."












