O secretário da Saúde do Reino Unido, Wes Streeting, renunciou ao seu cargo nesta quinta-feira (14), após rumores de que o faria, aumentando a possibilidade de um desafio formal à liderança do primeiro-ministro Keir Starmer sobre o Partido Trabalhista.
"Agora está claro que o senhor não liderará o Partido Trabalhista nas próximas eleições gerais e que os parlamentares e sindicatos trabalhistas querem que o debate sobre o futuro seja uma batalha de ideias, não de personalidades ou faccionalismo mesquinho", disse Streeting, direcionado a Starmer, em sua carta.
"É preciso que seja um debate amplo, com os melhores candidatos possíveis. Apoio essa abordagem e espero que o senhor a facilite." Streeting ainda sinalizou que não está lançando uma candidatura à liderança do partido, pelo menos por enquanto.
Segundo a carta, ele não é a favor de uma disputa imediata e não sugere um cronograma para quando gostaria que a disputa acontecesse. "Não agora, mas em breve, depois que Burnham tiver a chance de disputar uma eleição suplementar", diz em referência a Andy Burnham, prefeito de Manchester.
Os dois se reuniram brevemente nesta quarta (13) em Downing Street, a sede do governo britânico, em Londres. Nos dois dias anteriores, um motim na legenda resultou na renúncia de ao menos quatro ministros (cargo equivalente ao de secretários de ministérios no Brasil) e a manifestação de cerca de 80 parlamentares da sigla pedindo a renúncia de Starmer.












