Segundo embaixador iraniano junto à agência de energia nuclear da ONU, revogação de autorização para participação de Mohammad Eslami é 'um ato político' que representa 'maior politização' da organização 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Behrouz Kamalvandi, porta-voz da Organização de Energia Atômica do Irã, e Reza Najafi, embaixador do Irã junto à Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), chegam para a abertura da Conferência Geral da AIEA na sede da agência, em Viena, na Áustria, em 14 de setembro de 2026 — Foto: REUTERS/Lisa Leutner Os Estados Unidos impediram o chefe do programa nuclear do Irã de participar nesta semana de uma reunião da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), em Viena, ao barrar uma autorização especial para que ele viajasse apesar das sanções da Organização das Nações Unidas (ONU). O movimento provocou protestos de Teerã nesta segunda-feira. Mohammad Eslami, chefe do programa nuclear iraniano, deveria participar e discursar na Conferência Geral da AIEA desta semana, reunião anual dos países-membros da agência que começou nesta segunda-feira. Na abertura, porém, o Irã afirmou que a Áustria havia revogado o visto de Eslami depois de concedê-lo inicialmente. “O cancelamento e a chamada justificativa legal apresentada para ele são uma clara demonstração de um ato político e de uma maior politização formal desta organização”, disse o embaixador do Irã junto à AIEA durante a conferência. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Esmaeil Baghaei, afirmou que os Estados Unidos pressionaram a Áustria a tomar a medida, enquanto Irã e Rússia disseram que a decisão fazia parte de um esforço mais amplo para impedir autoridades iranianas de obter vistos para viagens internacionais. Os EUA afirmaram ter se oposto a uma exceção que permitiria a Eslami viajar apesar das sanções restabelecidas por meio do chamado “mecanismo de snapback” no Conselho de Segurança da ONU. Eslami estava entre as pessoas atingidas por sanções que haviam sido suspensas pelo acordo nuclear de 2015 entre o Irã, os Estados Unidos e outras grandes potências. O acordo se desfez depois que o presidente Donald Trump retirou os EUA do pacto em 2018, e potências ocidentais acionaram no ano passado o mecanismo de “snapback” para restabelecer essas sanções. O Irã e aliados, entre eles a Rússia, não reconhecem as sanções restabelecidas. A Áustria afirmou ter solicitado uma exceção para Eslami. “A Áustria, embora seja apenas o país anfitrião, apresentou ao comitê de sanções do Conselho de Segurança um pedido de exceção à proibição de viagem, que foi rejeitado”, disse o embaixador Christian Ebner à conferência. “Como consequência, a Áustria foi obrigada a negar a entrada em seu território a um integrante da delegação iraniana”, afirmou. O embaixador americano Preston Wells Griffith III disse que seu país se opôs, em Nova York, à concessão da exceção e que, por isso, o pedido foi negado. “Os Estados Unidos se opuseram ao pedido de exceção, o que, de acordo com as regras do comitê de sanções da ONU, levou o Conselho de Segurança das Nações Unidas a rejeitar a solicitação”, afirmou. “A participação dele [Eslami] teria apenas permitido ao Irã explorar as reuniões da AIEA como palco para propaganda, ao mesmo tempo que evitava uma cooperação substantiva, minando a credibilidade do próprio órgão encarregado de verificar seus compromissos nucleares”, disse Griffith, referindo-se a um impasse sobre as inspeções.
Irã protesta após EUA impedirem chefe do programa nuclear de participar de reunião da AIEA
Segundo embaixador iraniano junto à agência de energia nuclear da ONU, revogação de autorização para participação de Mohammad Eslami é 'um ato político' que representa 'maior politização' da organização









