Dados de inflação elevaram para 86% as apostas em uma alta de juros pelo Fed na próxima quarta-feira 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Kevin Warsh em cerimônia de posse para a presidência do Fed ao lado de Donald Trump na Casa Branca — Foto: Yuri Gripas/Abaca/Bloomberg O presidente Donald Trump reiterou que os Estados Unidos deveriam ter as taxas de juros mais baixas do mundo, mesmo enquanto Kevin Warsh, o nome escolhido por ele para presidir o Federal Reserve (Fed), enfrenta nova pressão para elevar os custos de empréstimo. "Deveríamos estar pagando - os Estados Unidos são tão fortes - deveríamos estar pagando a taxa de juros mais baixa do mundo, independentemente das fórmulas deles", disse Trump a repórteres no domingo em Doonbeg, na Irlanda, onde acompanha o torneio Irish Open. Questionado se esperava que o banco central aumentasse as taxas na reunião da próxima semana, Trump respondeu: "Não sei." Os comentários de Trump surgem após a divulgação, na sexta-feira, de dados mostrando que os preços ao consumidor nos Estados Unidos subiram mais do que o esperado em agosto. É provável que o Fed veja esses números como um fator que o impulsiona para o primeiro aumento de taxas em três anos. Os dados de inflação levaram os operadores do mercado a aumentar as expectativas de uma alta pelo Fed, com 86% de probabilidade de uma medida em setembro e duas elevações já precificadas até o final do ano. A economia dos Estados Unidos enfrenta preços de energia mais elevados com a guerra contra o Irã já em seu sétimo mês, e as políticas tarifárias de Trump também complicaram o cenário para a meta de inflação do Fed. Trump criticou repetidamente o ex-presidente do Fed, Jerome Powell, por sua relutância em reduzir os custos de empréstimo de forma mais agressiva. Embora Warsh não tenha enfrentado a mesma pressão após assumir o cargo máximo do banco central, Trump sinalizou, nas últimas semanas, uma frustração contínua com a postura política do Fed. Mesmo expressando sua frustração com o Fed, Trump sugeriu que as mãos de Warsh podem estar atadas pelo que o presidente chamou de conselho "muito político." No início de setembro, Trump também considerou a possibilidade de cortar o comércio com certas economias com as quais os Estados Unidos mantêm déficit comercial, caso o banco central não reduzisse os custos de empréstimo, embora não estivesse claro como tal ameaça ajudaria a reduzir as taxas. "Eu entendo mais de fórmulas do que qualquer pessoa e, com o melhor crédito do mundo, nós enriquecemos outros países. Poderíamos acabar com isso em dois minutos", disse Trump no domingo. Os eleitores têm avaliado negativamente o desempenho de Trump tanto em relação à guerra quanto à condução da economia. A preocupação com o aumento do custo de vida - abrangendo energia, moradia, saúde e alimentação - é uma questão prioritária para os eleitores antes das eleições de meio de mandato de novembro, que ameaçam pôr fim ao controle republicano do Congresso.
Trump volta a pressionar Fed por juros mais baixos antes de decisão desta semana
Dados de inflação elevaram para 86% as apostas em uma alta de juros pelo Fed na próxima quarta-feira







