Cantora inglesa ganhou projeção internacional em 2024 e, dois anos depois, já acumula Grammy e indicações a importantes prêmios da música 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Lola Young — Foto: Reprodução Aos 25 anos, Lola Young chega ao Rock in Rio como um dos nomes mais novos do Palco Mundo. A cantora inglesa se apresenta neste domingo (13), às 19h10, antes de Halsey e do Twenty One Pilots, em uma trajetória que ganhou dimensão internacional nos últimos dois anos e já lhe rendeu um Grammy, indicações a grandes prêmios e uma legião de fãs. Nascida e criada no sul de Londres, Lola começou a se aproximar da música ainda na infância. Ela estudou na BRIT School, instituição britânica conhecida por formar artistas como Adele e Amy Winehouse, e assinou seu primeiro contrato com a gravadora Island Records aos 18 anos. Antes de chegar aos grandes festivais, fez apresentações em pubs e casas pequenas de Londres, construindo aos poucos uma identidade marcada pela mistura de pop alternativo, soul, indie rock, grunge e art-pop. A cantora lançou seu primeiro álbum, "Introducing Lola Young", em 2019, quando ainda era adolescente. O trabalho, porém, não a transformou imediatamente em uma estrela. Foi nos anos seguintes que ela passou a chamar mais atenção com músicas que exploravam relacionamentos, inseguranças, saúde mental e as contradições da vida adulta. A virada aconteceu em 2024, com "Messy". A música se tornou um fenômeno nas redes sociais, especialmente no TikTok, e levou Lola ao topo da parada de singles do Reino Unido. A faixa permaneceu quatro semanas em primeiro lugar e passou 60 semanas no ranking britânico, transformando uma cantora até então mais conhecida no circuito alternativo em um dos principais novos nomes do pop inglês. "Messy" também ajudou a apresentar Lola a um público internacional. A música chamou atenção justamente por fugir da imagem cuidadosamente construída de boa parte do pop contemporâneo. Na letra, a cantora assume suas imperfeições e contradições, enquanto a interpretação alterna momentos de fragilidade e explosão vocal. O sucesso veio acompanhado de reconhecimento da indústria. Em 2025, Lola recebeu três indicações ao Ivor Novello Awards, uma das principais premiações britânicas dedicadas à composição. Ela concorreu por álbum, música e artista revelação e venceu na categoria Rising Star. No mesmo ano, lançou "This Wasn't Meant for You Anyway", álbum que ampliou a mistura de gêneros que havia marcado seus trabalhos anteriores. O disco trouxe "Messy" e outras faixas que ajudaram a consolidar a cantora como uma artista que prefere transitar entre estilos a se encaixar em uma única definição. A ascensão continuou em 2026. Lola foi uma das artistas mais indicadas ao BRIT Awards, principal premiação da música britânica, com cinco nomeações. Ela concorreu a Artista do Ano, Artista Revelação, Artista Pop, Artista Rock/Alternativo e Música do Ano, por "Messy". Pouco depois, veio outro reconhecimento de peso: no Grammy de 2026, Lola venceu na categoria de Melhor Performance Pop Solo por "Messy". Ela também foi indicada a Artista Revelação. A cantora também lançou, em setembro de 2025, seu terceiro álbum de estúdio, "I'm Only F**king Myself". O trabalho aprofundou a faceta mais confessional de Lola, com músicas sobre autossabotagem, relacionamentos, vícios e escapismo. Entre as faixas estão "One Thing", "d£aler", "Spiders" e "Not Like That Anymore". O álbum chegou ao terceiro lugar da parada britânica. O disco também marcou uma mudança de escala na carreira. Lola passou a comandar turnês maiores e a ocupar espaços antes reservados a artistas já estabelecidos. Sua ascensão chamou a atenção de nomes como Madonna e Elton John, que se tornaram admiradores declarados de seu trabalho. O próprio Elton John já falou publicamente sobre a cantora e chegou a apostar no sucesso de "d£aler".