Cantora se apresentou aos gritos adolescentes de 'Lei-vei! Lei-vei! Lei-vei!' 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Laufey no Palco Sunset do Rock in Rio 2026 — Foto: Alexandre Cassiano / Agência O Globo Curioso: num dia de reverência a mestres da canção de outros tempos (embora eternos em seu apelo), o show que fechou o palco Sunset foi o de uma sensação dos adolescentes: a cantora islandesa Laufey. Enquanto Gilberto Gil tinha a sua prolífica longevidade celebrada no Mundo, meninas e meninos se concentraram, excitadíssimos, com seus leques, à beira do Sunset à espera da estrela de 27 anos. Lei-vei! Lei-vei! Lei-vei! Assim gritavam os adolescentes, até que, depois de um pouco de jazz e de fanfarra, ela apareceu dw vestido vernelho, no palco em estilo de filme de cinema mudo, para fazer o show do disco "A matter of time", de 2025. "Lovergirl", em.levada bossa nova deixou a garotada em polvorosa, batendo palmas ao seu comando. Logo depois, a balada em estilo anos 50 "Silver lining" criou um clima de sonho, em meio a juras de amor da cantora ao Rio, "de onde tirei tanta inspiração com a bossa nova". E ela foi em seguida de "Falling behind", uma bossa de fato e direito, ainda mais com versos como "todo mundo está se apaixonando, e eu estou ficando para trás". Canção em estilo deliciosamente antigo (podia ser até um samba-canção), "Bored" fez, na interpretação delicada mas sanguínea de Laufey, magnetizar toda uma juventude que Luísa Sonza talvez esperasse conquistar com as mesmas armas (e nem precisava a islandesa se enrolar na bandeira brasileira). Ao piano, logo depois, a cantora se embrenhou pela tristíssima "How I get" - e não baixou a temperatura do show. Canção bonita e intensa, com bom apoio teatral e cordas, "Too little, too late" fez pensar no que poderia dar num encontro de Nick Cave com Taylor Swift. "Preparados para um jazz?" - a mensagem surgiu no telão para anunciar um ato 2 do show com a quase bossa "Fragile". O quarteto chique, com baixo acústico, piano, bateria e guitarra a conduziu em seguida pelo jazz de fato "Valentine", muito apreciado pelo fã-clube - assim como "Dreamer", canção em que ela encorajou seu público a não desistir de seus sonhos. No momento intimista do show, Laufey quebrou o roteiro e cantou em português esforçado uma de Luís Bonfá, "Perdido de amor". Só para voltar à bossa, com banda, num ato 3, cantando "Madwoman". De novo sozinha ao piano, Laufey arrancou urros da garotada com "Promise", outra daquelas que fazem perguntar de onde ela tirou tanta tristeza e sofrimento emocional. A bossa (é claro) "From the start" encaminhou o show para o fim, com uma emotiva "Godess", novamente ao piano. Ao longo da angustiada canção, com uma dinâmica parecida com a de "Creep", do Radiogead, dava ate para ouvir os soluços dos adolescentes inconformados com o fim. Num show estiloso mas bem consistente, Laufey renovou a fé dos mais velhos de que a juventude ainda pode se deixar encantar pela música-como-se-conhecia - é só saber como apresentar. E, nisso, a islandesa é um prodígio, uma artista a se acompanhar.
Crítica: Laufey magnetiza multidão de fãs com delicadeza e juventude no Rock in Rio
Cantora se apresentou aos gritos adolescentes de 'Lei-vei! Lei-vei! Lei-vei!'







