Uma semana após a extrema direita obter o melhor resultado na Alemanha desde a Segunda Guerra Mundial, quem enfrenta a questão neste fim de semana é a Suécia.
Em eleições parlamentares de caráter quase plebiscitário, eleitores decidem neste domingo (13) se o partido Democratas Suecos, originado de movimentos neonazistas, deve ou não participar do governo. Tudo isso porque o atual primeiro-ministro, Ulf Kristersson, aceitou admitir integrantes da legenda extremista em seu gabinete caso seja reconduzido ao cargo.
A composição, segundo o premiê, é necessária para manter a estabilidade de sua administração. Os Democratas Suecos têm apoiado o governo nas votações do Riksdag, o Parlamento do país, mas a verdade é que há quatro anos a sigla ostenta a maior bancada do bloco conservador —liderado pelos Moderados de Kristersson há décadas.
A guinada do mandatário no atual mandato foi notável. A imprensa sueca lembra que, há duas eleições, Kristersson havia prometido a um sobrevivente do Holocausto que nunca trabalharia com os Democratas Suecos. Agora, não só está trabalhando, como sua gestão absorveu boa parte do ideário anti-imigração do partido nacionalista.
A estrita legislação do país sobre o tema ganhou ares de anedota na Europa. No mês passado, um britânico de 74 anos com demência recebeu uma ordem judicial para deixar o país em dez dias. Ele vivia na Suécia há 25 anos.











