Em uma resposta ao avanço do protecionismo e das sanções econômicas, os líderes do Brics aprovaram neste sábado (12) a Declaração de Nova Déli, na qual condenam tarifas e barreiras comerciais unilaterais e decidem aprofundar o uso de moedas locais no comércio e nos investimentos entre os países do bloco do qual o Brasil faz parte.

"O sistema multilateral de comércio chegou a uma encruzilhada crítica", afirma o documento. Segundo os líderes, o aumento de tarifas e de restrições comerciais eleva a incerteza na economia mundial e afeta de maneira desproporcional os países em desenvolvimento.

A declaração aprovada em unanimidade fala em grave preocupação com a proliferação de tarifas e barreiras não tarifárias que, segundo os países, são incompatíveis com as regras da OMC (Organização Mundial do Comércio) e ameaçam as cadeias globais de suprimentos.

O documento também critica medidas protecionistas apresentadas sob justificativas ambientais e defende a recuperação do sistema multilateral de comércio. Sem citar os Estados Unidos e Donald Trump, os líderes condenaram sanções econômicas unilaterais e sanções secundárias não autorizadas pelo Conselho de Segurança da ONU.

Os países ainda voltaram a defender mudanças na governança do FMI (Fundo Monetário Internacional), do Banco Mundial e da OMC, com o objetivo de ampliar a participação de países em desenvolvimento nas instituições que definem as regras da economia global.