strutura à parte, o Rock in Rio nesta sexta-feira (11) não parecia o mesmo festival que teve quatro dias de shows até a última segunda (7), encerrada por Elton John. A quinta data do festival carioca foi reservada ao k-pop, a música pop sul-coreana que há anos é febre ao redor do mundo.

Muitos jovens —especialmente crianças e adolescentes—, grande parte acompanhados dos pais, ocuparam o Parque Olímpico, onde acontece o Rock in Rio, desde o começo da tarde. Nem no dia do trap, que tomou o festival há dois anos, a média de idade era tão baixa.

As camisetas do Stray Kids, principal atração do dia, vendidas aos montes por camelôs nos arredores já davam o tom da mobilização. Os fãs, muitos usando adereços, portaram —e, nos shows, bateram— leques, além de levantar os bastões iluminados, os lightsticks, que são característicos do k-pop.

Como no dia do rock —encabeçado por Foo Fighters— e no do heavy metal —pelo Avenged Sevenfold—, os ingressos não esgotaram e ainda era possível comprar entradas quando os shows já estavam rolando. Ainda assim, os três shows de k-pop no palco Mundo, o maior do evento, foram prestigiados por multidões barulhentas a perder de vista.

Ainda que mais cedo estivesse folgado para caminhar entre a plateia espalhada pelo Parque Olímpico, a turma mais perto da grade ficou bastante apertada no show principal —o do Stray Kids. Algumas pessoas passaram mal com o calor, em dia abafado, com pouca chuva e termômetros perto dos 30 graus. O Rock in Rio chegou a emitir um alerta para que a plateia desse passos para trás para que a apresentação continuasse sem problemas.